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Ibope prova que pouca gente "maratona" Netflix nas madrugadas

Entrevista de Bial com Xuxa rendeu liderança folgada à Globo - Reprodução / Internet
Entrevista de Bial com Xuxa rendeu liderança folgada à Globo Imagem: Reprodução / Internet
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

09/06/2020 00h09

Uma das aparentes lendas urbanas midiáticas, segundo postagens de internautas nas redes sociais, é que os assinantes dos serviços de streaming passam noites e madrugadas adentro devorando e "maratonando" seus seriados preferidos.

Pois dados exclusivos e inéditos de consumo de streaming no país, obtidos por esta coluna, provam que isso parece ser "fake news".

A madrugada é historicamente a faixa horária em que as pessoas veem menos TV aberta, paga e, claro, a Netflix e outros serviços de streaming também.

Segundo a Kantar Ibope Media, em maio, entre meia-noite e 6h, o consumo de streaming foi de 3,1 pontos na média nacional. Isso representa menos da metade do índice obtido entre 7h e 0h (6,9 pontos).

Cada ponto nessa medição equivale a cerca de 250 mil domicílios sintonizados. São mensuradas pela Kantar as 15 maiores regiões metropolitanas do país

Se durante essa faixa das 7h e 0h (chamada de "faixa comercial) o ibope de serviços de streaming supera o de toda a TV paga, de madrugada a situação se inverte: os canais pagos é que lideram (3,6 pontos x 3,1).

Assim como na TV aberta e na paga, o horário em que as pessoas mais "maratonam" é entre 18h e 0h (8,8 pontos), a famosa faixa nobre.

Por outro lado, durante a pandemia o consumo de TV aberta na madrugada parece ter disparado: no mês passado cerca de 50% dos aparelhos de TV no país ficaram ligados em canais abertos entre 0h e 6h.

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