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TV pós pandemia terá mais demissões e salários achatados

Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

23/06/2020 21h33

Que os salários nababescos e até milionários entre as estrelas da TV já não existem há um bom tempo todos já sabíamos.

Mas o impacto da pandemia de coronavírus e a interrupção de gravação de programas e novelas nas principais emissoras de TV vão deixar um triste legado: salários menores.

Quando atores e atrizes voltarem a negociar seu retorno às emissoras —o que deve ocorrer já a partir do segundo semestre— vão encontrar um mundo completamente diferente.

Os contratos de longa duração, que hoje já são como "moscas brancas", simplesmente deixarão de existir.

As emissoras serão obrigadas a cortar ainda mais seus custos, o que significa que as produções pós-pandemia terão como característica óbvia serem mais curtas.

Novelas da Globo com no máximo 100 capítulos (ou bem menos). Quase todos os novos programas de auditório serão por temporada, e seus funcionários receberão por trabalho.

Acabaram os tempos de planos de saúde para todos, direitos trabalhistas convencionais e segurança profissional: tempos muito bicudos vêm por aí.

E a Globo já deixou claro que não vai poupar cortes nem em seu elenco de "medalhões", como já dissemos na semana passada.

Ouça mais no comentário do colunista Ricardo Feltrin do programa desta semana no canal do UOL no YouTube.

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