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Reinaldo Gottino incomoda Globo com notícias e fofoca: "É legal misturar"

Gisele Alquas

Do UOL, em São Paulo

25/09/2015 17h31

Âncora do “Balanço Geral SP”, Reinaldo Gottino vem batendo recordes de audiência e incomodando o “Vídeo Show”, da Globo. O apresentador assumiu o jornalístico em maio do ano passado, quando Luiz Bacci migrou para a Band – e um ano depois retornou à Record. A preocupação da emissora seria a queda de audiência pela perda do seu então “Menino de Ouro”, o que não aconteceu. 

Gottino não só manteve os bons números do programa como lidera há vários dias com o quadro a “A Hora da Venenosa”, com a companhia dos jornalistas Fabíola Reipert e Renato Lombardi, em que comenta a vida dos famosos.

Nesta semana, o apresentador recebeu a reportagem do UOL em sua casa e falou sobre a estratégia da atração de combinar jornalismo e entretenimento.

“Estamos fidelizando os telespectadores. É muito legal misturar os assuntos. Se estamos falando de famosos e aparece uma notícia urgente, a gente para tudo. Fazemos algo equilibrado, mais bacana. Isso de suavizar o jornal foi naturalmente acontecendo. Tem assuntos que são pesados, não tem como fugir da cobertura jornalística, mas a gente percebeu que o telespectador gosta de algo mais light, e fomos moldando”, conta Gottino.

O “Balanço Geral”, que vai ao ar do meio-dia às 14h45, se baseia em notícias populares, factuais, matérias de comportamento, vídeos divertidos e fofocas sobre celebridades nacionais e internacionais. “Estar no ar em uma grande emissora é prazeroso, agora ficar em primeiro lugar é demais. Quando assumi em 2014, peguei a época de Copa do Mundo e Eleições e para me firmar no programa não foi fácil. Patinávamos muito, mas depois a atração foi caminhando. Eu me preocupo com a audiência, mas não me abalo se não estiver boa”, afirma.

Reinaldo Gottino, Fabíola Reipert e Renato Lombardi no quadro "A Hora da Venenosa" - Reprodução/TV Record
Reinaldo Gottino, Fabíola Reipert e Renato Lombardi no quadro "A Hora da Venenosa"
Imagem: Reprodução/TV Record

No dia 8 de setembro, das 14h às 14h45, o “A Hora da Venenosa” atingiu 12 pontos consolidados no Ibope, contra 10 da Globo, a maior audiência desde a estreia do programa, em 2012. Nesta semana, se manteve no primeiro lugar durante a exibição do quadro. Na média do horário total, o programa é vice-líder isolado, atingindo a média de até 10 pontos.

“Quando eu assumi o programa, a Fabíola já fazia o quadro, mas depois ela sugeriu várias coisas, como dar ‘vida’ para a cobra Judith, que interage com a gente. O Lombardi é o contraponto da atração, o mal-humorado, que não é a favor de muita coisa. E nada que acontece é combinado, tudo é natural, o que contribui com o sucesso”, garante Gottino.

Segundo o apresentador, nenhum famoso reclamou das notícias dadas sobre eles no jornalístico. “Pelo contrário, os famosos estão curtindo. A Fabíola era de impresso, é de internet, as pessoas as viam como ‘má’, mas a TV mostrou uma pessoa tranquila e divertida. Não tem porque ninguém ficar bravo”, diz ele, que ressalta que comandar um programa diário com de três horas de duração requer "jogo se cintura".  O “Balanço Geral” é formado por uma equipe de 50 pessoas e apresenta de 80 a 90 reportagens por dia.

Reinaldo Gottino tem 38 anos e 20 de carreira. Iniciou aos 16 anos em rádio até ir para a TV. Trabalhou como repórter na Gazeta, CNT, Rede TV! e está há dez anos na Record, onde recentemente narrou alguns dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, neste ano.

“Adoro televisão, mas sinto falta de rádio. Mas televisão está dando tão certo. Recebo um carinho tão grande do público que não quero mudar. E o jornalista tem que estar preparado para tudo”, afirma.

O “Balanço Geral” com Gottino é transmitido para São Paulo e Grande São Paulo. O apresentador não tem pretensão de o programa ganhar outras praças pelo Brasil. “Eu não penso. Não mudaria nada para mim, faria da mesma forma, mas só se a Record quisesse. Eu acho ótimo do jeito que está”, afirma.

Casado com Simone e pais de dois filhos, Rafael, de 8 anos e Giovana, de 5, o apresentador diz que consegue chegar em casa e esquecer da carga pesada que um jornalístico proporciona. “Consigo sair da Record e deixar tudo lá”, afirma. 

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