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Biografia de Amaury Jr. revela possível filho "perdido" com prostituta

Amaury Jr. mostra foto sua antiga tirada no final da decada de 1960 - Folhapress
Amaury Jr. mostra foto sua antiga tirada no final da decada de 1960 Imagem: Folhapress

Gisele Alquas

Do UOL, em São Paulo

19/11/2015 12h25

O recém-lançado livro “A Vida é Uma Festa”, biografia “semiautorizada” de Amaury Jr. – porque ele deixa claro que não leu antes de ser publicada, escrita pelo jornalista Bruno Meier – traz histórias do apresentador desde a adolescência regada a bebidas, mulheres, sexo sem proteção e até um possível filho perdido por aí, além do mundo glamoroso que rodeia o jornalista. 

Logo nas primeiras páginas, o autor revela um drama quase frequente vivido por Amaury, na adolescência, em sua cidade natal, São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Ele tinha 17 anos quando visitou um médico porque sentia muita dor na hora de urinar. O diagnóstico: a sétima gonorreia.

Frequentador assíduo da Casa da Olga, maior bordel de Rio Preto da época, ele se exibia com várias mulheres. Perdeu a virgindade aos 15 anos com uma dessas moças cujo rosto ele nem se lembra mais. Quem o acompanhou em sua “estreia” foi o tio Aristeu Ceribelli, pai da jornalista do “Fantástico” Renata Ceribelli.

A biografia revela outra história dessa época: ele pode ter um filho “perdido por aí”. Em um dos trechos, o livro diz que uma prostituta chamada Maria Eni garantiu que estava grávida dele. "Ela ligou para a redação do jornal 'Diário da Região’ atrás do repórter Amaury Jr: 'Estou com um problema. Estou grávida de você'. Amaury respondeu: 'Você é maluca? Você é uma doida, desvairada'. E desligou o telefone. O boato espalhou pela cidade e chegou aos ouvidos do pai do apresentador, o rígido professor Amaury. 'Ele ficou enlouquecido. Não fui eu, ela me culpou porque sou jornalista", defendeu-se na época. Maria Eni deixou São José do Rio Preto rumo a São Paulo. “Não se sabe se a criança chegou a nascer”, diz o livro.

Amaury Jr. começou cedo a carreira no jornalismo. Aos 13 anos, viu um anúncio no jornal "Diário da Tarde", de Rio Preto, que buscava estudantes que gostavam de escrever. A ideia era ter uma coluna que comentava duas vezes por semana assuntos relacionados aos eventos que ocorreram do Instituto de Educação Monsenhor Gonçalvez. Foi aí que tudo começou.

"Ela ligou para a redação do jornal 'Diário da Região’ atrás do repórter Amaury Jr: 'Estou com um problema. Estou grávida de você'. Amaury respondeu: 'Você é maluca? Você é uma doida, desvairada'. E desligou o telefone. Maria Eni deixou São José do Rio Preto rumo a São Paulo. "Não se sabe se a criança chegou a nascer”, diz o livro.

Trecho da biografia de Amaury Jr. "A Vida é uma Festa"

Aos poucos, o jornalista consagrou seu nome em São José do Rio Preto. Em 1960, trabalhou na rádio Independência AM, em Rio Preto, e lembrou que todos trabalham ingerindo bebida alcoólica. O fundador da rádio abriu um bar e dentro do dele montou a emissora. Resultado: quem trabalhava lá bebia, inclusive, durante as transmissões. “Era a única rádio do mundo que era um bar. Era o nosso ‘esquenta’ dos anos 1960, a pré-nigth, a pré-balada. Fazíamos programas noturnos maravilhosos e pré-lubrificados”, conta Amaury ao autor.

A bebida alcoólica faz parte da vida de Amaury Jr. há anos e até hoje ele não dispensa um bom champanhe. “Enquanto houver champanhe, há esperança”, parafraseia o colunista social Zózimo Barroso do Amaral.

Amaury também foi o responsável pelo sucesso da Pop, a maior balada de Rio Preto “nos tempos áureos”. Foi convidado por um empresário, que disse: “Eu entro com dinheiro e você faz o barulho”. A Pop era referência de sucesso na região. Décadas depois, Amaury tornou-se dono da badalada casa noturna Club A, em São Paulo.

Depois de se aventurar por vários ramos e fazer sucesso como colunista social no interior, Amaury Jr, chegou a São Paulo, em 1978, aos 27 anos, onde trabalhou na extinta TV Tupi e até em uma revista pornô. Chegou com uma ideia fixa de comandar um programa de TV cobrindo festas e eventos. Começou na TV Gazeta e deu a largada ao colunismo social eletrônico.

Amaury Jr. é casado com Celina há mais de 40 anos e tem dois filhos, Amaury e Maria Eduarda.

Presentes caros e mais de 100 gravatas no armário
O apresentador ganha muitos presentes de seus amigos milionários. Entre eles, o autor destaca na biografia seis garrafas de champanhe francês da marca Armand de Brignac Rosé. Cada uma custa cerca de R$ 4 mil.

No baile da AmfAR, em 2015, ganhou um quadro de Nina Randolfo avaliado em R$ 80 mil. “O dono arrematou para ajudar e passou para mim. Falei que não queria, que não tinha o que fazer com o quadro. Agora ele está aqui, sem utilidade. Vou doar para o Retiro dos Artistas”, conta o apresentador.

Amaury Jr. também tem tratamento VIP aos voar nas companhias áreas do Brasil, além de frequentar restaurantes finos sem desembolsar um centavo.  O closet do apresentador é um “mundo à parte”. Ele chegou a ter 840 camisas brancas e 105 gravatas. São 20 ternos das marcas Camargo Alfaiataria, Ricardo Almeida e Paul Shark. O apresentador afirma que “40% de todas as suas gravatas, ternos e camisas tenham sido dados de presente em interessados em aparecer no programa".

Vaidoso, ele também revelou que fez um tratamento com injeção de células de embrião de carneiro com o objetivo de estancar o processo de envelhecimento facial. O procedimento aconteceu na suíça, na renomada Clinique La Praire.

“A vida é suave para Amaury”, escreve o autor ao encerrar um dos capítulos do livro.