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Mistura de gospel com pop levou Jordan Smith ao pódio do "The Voice"

James Cimini /UOL
Jordan Smith confirma favoritismo e vence a nona temporada do "The Voice" Imagem: James Cimini /UOL

James Cimino

Colaboração para o UOL, em Los Angeles

16/12/2015 05h18

Além de sua versatilidade vocal, a mistura bem dosada de canções gospel com clássicos do pop que levaram o cantor Jordan Smith ao pódio do “The Voice” americano, cuja final foi exibida ao vivo, inclusive no Brasil, na noite desta terça-feira (15).

Quem disse isso foi o próprio Jordan, em uma entrevista coletiva logo após a vitória sobre Barrett Barber, Emily Ann Roberts e Jeffrey Austin.

“Acho que isso faz parte do processo de todo candidato que participa deste programa. Fazer com que as pessoas votem, conseguir que as pessoas comprem suas músicas. E há um equilíbrio entre criatividade, entre fazer o que você quer e fazer perfomances que conquistem as pessoas. E sim, isso ajudou muito. Ser bem sucedido neste programa significa também cantar aquilo que as pessoas querem ouvir”, disse ele, respondendo a pergunta da reportagem do UOL.

E em termos de cantar o que as pessoas querem ouvir, Jordan Smith sabe exatamente o que fazer. Na primeira etapa da final, o próprio Adam Levine, seu técnico, disse que havia indicado uma canção diferente da que Jordan, por fim, interpretou. “Ele estava certo. Depois de ouvi-lo cantar “Mary, Did You Know?” eu tive certeza de que a minha escolha não era a melhor. Optei por deixá-lo seguir sua cabeça.”

E por que não? Jordan foi o primeiro artista do reality show a ter todas as suas performances no top 10 da parada do iTunes. Na noite de segunda, após as apresentações finalistas, teve “Mary, Did You Know” em 1º, “Climb Every Mountain” em 3º e seu dueto com Levine para “God Only Knows” em 5º.

Foram, ainda, três hits número 1 durante a temporada toda (“Somebody to Love”, que permanece entre as dez mais baixadas, e “Hallellujah” também estiveram no topo).

Mas o sucesso não parece ter subido à cabeça. Ele disse que o tempo todo está fazendo um exercício de dizer para si mesmo que ainda há muito trabalho a fazer e que o que quer daqui para a frente é dormir e aproveitar seu tempo com a família e com a namorada.


“Uma coisa que sempre tenho em mente é que isso é importante, que quero fazer uma carreira nesta indústria, mas não é a coisa mais importante da minha vida é a ‘voz’ não ‘a voz de Deus’”, disse o rapaz, cuja humildade foi capaz de contagiar o pavão Adam Levine.

“Vocês sabem como eu sou. Eu não tenho filtro, e, claro, Jordan não é perfeito, mas ele é tão centrado, tão equilibrado e isso tudo que ele está falando é verdade. Ele realmente valoriza as outras coisas que não apenas esta carreira. E faz isso com muita verdade. Nesta temporada eu aprendi com ele a querer ser um cantor muito melhor que eu sou. Dane-se! Vou falar: ele é muito melhor cantor do que eu.”

Logo em seguida, voltou ao normal e disse estar muito feliz de poder esfregar sua vitória na cara de Blake Shelton pelos próximos seis meses — os dois alimentam uma rivalidade farsesca desde o início do reality. Ao ouvir isso, Jordan teve um arroubo de Adam e disse: “De nada!”

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