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"Fagundes abriu uma bela porteira", diz Melhem sobre famosos no "Tá no Ar"

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

11/01/2016 17h52

O sucesso da primeira temporada aumentou o interesse de atores, cantores e apresentadores darem o ar da graça no "Tá no Ar". Mas definitivamente a participação de Antonio Fagundes como um Menudo, com direito a collant e fitinhas coloridas, fez a popularidade do humorístico encabeçado por Marcelo Adnet e Marcius Melhem aumentar consideravelmente entre os famosos.

Com a estreia marcada para o próximo dia 19, após o "Big Brother Brasil", o programa terá a presença de Tiago Leifert, Lilia Cabral, Lulu Santos, Luciano Huck, Sandy e Mr. Catra, entre outros, mas a lista poderia ser bem maior.

"Fagundes abriu uma bela porteira. Depois disso, qual o limite? Como a gente fala do universo da televisão, muitos colegas queriam vir se desconstruir um pouquinho. E a gente louva eternamente pessoas que vieram antes de conhecer o programa, como a Fatima Bernardes. Nessa temporada, a gente não deu conta do tanto de gente que queria fazer", explica Melhem.

Paulo Belote/Globo
Marcelo Adnet e Marcius Melhem falam da 3ª temporada de "Tá no Ar" Imagem: Paulo Belote/Globo

Entre os quadros novos do terceiro ano da atração estão o "Cidade Inversa", um programa que ajuda os bandidos a evitar os principais problemas da cidade, como as blitzes, e "Domingo Pesado", um matinal em que os apresentadores exageram nas pegadinhas e deixam os participantes em situações constrangedoras.

"Balada Vip", "Jardim Urgente" e o militante estão de volta, assim como o "Povo Fala", um espaço bem-humorado até mesmo para as críticas.
 
"Todo mundo sabe tudo de televisão, assim como todo mundo é técnico de futebol. A diferença é que na TV o público só vê a pontinha do iceberg, nem imagina o trabalho por trás disso. Mas as pessoas continuam opinando, mostram interesse, é uma paixão. Hoje em dia tudo é um Fla-Flu, todo mundo é, amado, é odiado, é lindo, é feio. Então a gente brinca exatamente com isso", diz Adnet, que não descarta participar de uma quarta temporada, mesmo se o projeto de seu programa solo vingar na Globo.
 
Outra novidade desta leva de 12 episódios são as paródias aos canais internacionais. Como uma das diretrizes do humorístico é buscar o realismo, quem teve que se esforçar foi o elenco, com texto para decorar em outras línguas.
 
"O programa em alemão é falado em alemão. Gravamos com a ajuda de um tradutor no estúdio. A mesma coisa no canal coreano", lista Melhem, que explica que a intolerância é um dos temas trabalhados ao longo da temporada. "Isso pautou toda nossa criação. Hoje em dia parece que para uma coisa existir outra tivesse que desaparecer", observa.

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