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Fora da TV, Silvana Kieling vende roupas e sonha reencontrar Gugu

Silvana Kieling em dezembro de 2015 - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Silvana Kieling em dezembro de 2015
Imagem: Arquivo pessoal

Paulo Pacheco

Do UOL, em São Paulo

13/01/2016 07h00

Fora da TV desde dezembro de 2014, com o fim do "Tá na Tela", a repórter Silvana Kieling, conhecida por trabalhar durante 13 anos com Gugu Liberato no SBT, trocou o jornalismo pelos negócios e abriu uma loja de roupas fitness com seu nome. Em plena crise econômica, a empresa vai mal nas vendas, e Silvana sonha um dia voltar a ser repórter de Gugu, hoje na Record.

Ser empresária é uma novidade para Silvana. Jornalista desde 1977, ela decidiu abrir uma loja de roupas em um shopping no Morumbi, bairro nobre de São Paulo. "Precisava ter um plano B na vida. Eu me vi desempregada, tinha que pagar as contas, não tinha outra renda e sempre fui ligada em fitness, malho todos os dias dias. Peguei minha grana e investi", explicou em entrevista ao UOL.

O nome da loja é o mesmo da dona, mas, apesar da fama, o negócio não está indo bem. "Olha, para todo mundo, com essa crise o comércio foi muito fraco", lamenta. Para driblar a dificuldade, a jornalista pretende intensificar a divulgação da loja em eventos e pedirá ajuda a colegas da comunicação.

Reencontro com Gugu: sonho distante
Embora tenha se aventurado como empresária, Silvana sabe que seu negócio é a TV e sonha voltar a trabalhar com Gugu Liberato, seu colega durante 13 dos 15 que ficou no SBT. Até hoje, é reconhecida nas ruas como repórter do "Domingo Legal". Saiu em 2011, quando o programa, já com Celso Portiolli, deixou de investir no jornalismo.

"Estou na minha loja, mas adoraria voltar para o Gugu, porque eles vão voltar agora. Falei com um diretor que trabalhou com a gente está hoje com o Gugu, mas ele falou que a Record está usando o pessoal do jornalismo de lá. Meu sonho é voltar a trabalhar com o Gugu. É um carma. Vou morrer sendo repórter do Gugu", afirma Silvana, que não vê o ex-colega desde sua saída do SBT, em 2009.

Silvana Kieling quando virou presidiária por um dia para o "Domingo Legal", em 1999 - Divulgação/SBT - Divulgação/SBT
Silvana Kieling como presidiária para o "Domingo Legal", em 1999
Imagem: Divulgação/SBT
Defensora de reportagens com histórias emocionantes, Silvana divide o sensacionalismo em "do mal" e "do bem" – o que acredita ter feito com Gugu: "O que a gente fazia, emocionar as pessoas com os reencontros, é sensacionalista, mas ajudava as pessoas. Não é aquele sensacionalismo que só mostra a desgraça. Mostrávamos porque dava ibope, nenhuma emissora trabalha sem isso, mas ao mesmo ajudamos muita gente", defende.
 
No "Domingo Legal", Silvana realizou uma de suas reportagens mais marcantes, quando ficou 24 horas fingindo ser uma detenta em uma penitenciária feminina em Goiânia, em agosto de 1999. "Ninguém sabia quem eu era, só a diretora. Nem as carcereiras, tanto que tive que fazer revista, ficar nua. Quando entrei, tremia. No final, comecei a entrar em desespero, porque as presidiárias achavam que as câmeras eram de segurança, mas eram da equipe. Não sabia se ia apanhar. Foi uma experiência que todo mundo fala até hoje", relembra.
 
Band: constrangimento e saída prematura

Em 2014, Silvana Kieling mal havia inaugurado sua loja de roupas quando foi chamada pela direção do "Tá na Tela", da Band, para fazer reportagens no mesmo estilo do "Domingo Legal". A jornalista topou pelo prazer de voltar a trabalhar no ramo de que gosta, mas teve que suportar pautas constrangedoras.

"Fiz inseminação de um porco com uma porca. Essa foi a mais bizarra, colocando o negócio na porca e tirando do porco", recorda. O programa durou quase cinco meses, e Silvana passou a se dedicar apenas à loja de roupas.

A jornalista ainda tem um elo com a Band. Seu filho, Felipe, de 28 anos, é repórter esportivo e correspondente da emissora em Londres: "Lembro dele pequeninho, indo comigo ao SBT e o comandante Hamilton falava que ele seria jornalista. E não é que ele virou mesmo? Eu hoje sou a mãe do Felipe Kieling. Ele é muito humilde, fala que aprende muito comigo. É o meu orgulho".

Aos 55 anos e divorciada, Silvana se prepara para ser avó em abril, quando nascerá Maria Fernanda, filha de seu primogênito, Marcelo, 31.

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