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Advogado de "Better Call Saul" livraria Dilma do Impeachment, dizem atores

James Cimino

Colaboração para o UOL, em Los Angeles

18/02/2016 15h33

Alguém já pichou em um muro de Curitiba que, em caso de problemas, melhor ligar pro Saul — ou “Better Call Saul”, como diz o nome da série da Netflix cuja segunda temporada estreou nesta terça-feira (16).

E os serviços do advogado, que conseguiu livrar muitas vezes a cara de Walter White, o professor de química que virou produtor de metanfetamina em “Breaking Bad”, podem se estender a políticos em processo de impeachment. Durante entrevista de lançamento do programa em Los Angeles, a reportagem do UOL propôs essa brincadeira ao elenco da série.

Afinal, para Saul Goodman (Bob Odenkirk), que ainda está em sua fase James McGill, qual seria o cliente mais fácil de defender, entre Piper (Taylor Schilling) de “Orange is the New Black”, o diabólico Frank Underwood (Kevin Spacey) de “House of Cards” — que muita gente considera a versão fictícia do deputado Eduardo Cunha — e a presidente Dilma?

Apresentadas as evidência — ou a falta delas, no caso — o elenco acha que Dilma seria fácil de defender. “Ele iria apostar na falta de provas e investir na defesa do carisma”, diz a atriz Rhea Seehorn, que interpreta a advogada Kim Wexler na série que parece desconhecer o fato de que carisma não é o forte da mandatária brasileira.

Na mesma brincadeira, a reportagem perguntou ao elenco qual dos grandes advogados da TV e do cinema seriam derrotados por Saul/Jimmy. Entre eles Viola Davis em “How to Get Away with Murder", Glenn Close em “Damages” e Al Pacino em “O Advogado do Diabo”. O ator Bob Odenkirk, que dá vida ao personagem, disse que preferia enfrentar a manipuladora Patti Hewes de “Damages”. “Porque eu adoraria conhecer a Glenn Close. Ela é uma atriz excepcional!”

Better Call Mike?

Divulgação
Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks) e James McGill (Bob Odenkirk) em "Better Caul Saul" Imagem: Divulgação

A segunda temporada de “Better Call Saul” promete manter a essência de seu início, ao manter a ritmo lento de desenvolvimento do personagem principal em direção ao advogado sem escrúpulos que o público conheceu em “Breaking Bad”, afirma Vince Gilligan.

“Quando começamos a série um ano atrás. As pessoas queriam ver Saul Goodman. Ele é divertido, engraçado, inteligente, autoconfiante. Enfim, um cara legal de assistir. Jimmy McGill tem esses traços também, mas é um cara mais legal. E quanto mais vamos escrevendo o roteiro mais percebo que esse personagem vai permanecer por algum tempo neste processo de se tornar Saul Goodman. Mas isso é bom? Porque ele se tornar Saul Goodman na verdade é uma tragédia para ele. E é essa questão que o público tem que levantar… E o fato é que gostamos do Jimmy e sentiremos falta dele.”

Na outra ponta da história, Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks) tem feito o contraste perfeito ao protagonista, sendo o homem de poucas palavras e muitas ações. Questionados se não seria o caso de a série se chamar “Better Call Mike”, já que ele resolve os problemas efetivamente, os produtores riram e concordaram.

“Somos orgulhosos de oferecer opções aos nossos espectadores. Temos dois protagonistas em um único show. Claro que a série se chama ‘Better Call Saul’ e é sobre Jimmy McGill, que em algum momento se torna Saul Goodman, e tem Mike Ehrmantraut, que seria um personagem perfeito para uma série somente sua. É um personagem fascinante, interpretado por em ator maravilhoso. Eu acho que podemos fazer uma série só para ele. Dois shows pelo preço de um”, brinca Gilligan.

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