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Substituto de Datena na Band, filho é tranquilão e tem programa sobre pesca

Anita Pompeu

Colaboração para o UOL

12/03/2016 08h00

Você pode nunca ter ouvido falar dele, especialmente se não é do tipo que curte passar o sábado assistindo a programas do tipo policialesco na TV. Mas esse moço que entrega na fisionomia e no vozeirão de quem é filho tem mais um motivo para ficar cada mais íntimo dos paulistanos: ele é o atual substituto direto de seu pai, José Luiz Datena, no programa "Brasil Urgente", da Band. 

Se na TV, na frente das câmeras, faz a linha exaltado, cara a cara, a conversa é outra. Natural de Ribeirão Preto, “mas goiano de coração” – ele mora em Goiânia (GO) há mais de dez anos –, Joel é tranquilão. Apaixonado pela natureza, é formado em zootecnia e tem pós-graduação em pesca, sua grande paixão e motivo de sua estreia na TV. Há dez anos, ele apresenta o programa sobre pesca esportiva “Coração de Pescador”, desenvolvido por sua própria produtora e transmitido aos domingos pela Band Goiás. 
 
Mas foi em junho do ano passado que o frio na barriga apertou de vez, ao ser convidado para ser o substituto direto do pai em rede nacional no “Brasil Urgente”, aos sábados e durante as férias do titular. "Quando piso no estúdio, muita coisa acontece. Rola um feedback hormonal e espiritual, dá uma mexida boa, uma transformada, muita adrenalina, uma sensação muito gostosa", explica Joel, que tem como ritual, antes de entrar no ar, beijar a foto do pai e fazer uma oração.
 
“No começo de dezembro do ano passado, tive a maior aula da minha vida, ao dividir o palco ao vivo, pela primeira vez, com meu pai. Foi uma ideia dele, porque sentiu que estávamos num momento legal da profissão. Foi sem dúvida o momento mais emocionante da minha carreira”, conta, enxugando a lágrima. 
 
Joel pegou tanto gosto pelo que chama de jornalismo pancada, aquele de improviso, que seu grande objetivo hoje é se mudar de vez para São Paulo – por enquanto, ele só vem aos fins de semana. O que falta para virar paulistano de vez? “Novos projetos e contratos, que justifiquem a mudança. Já recebi convite para vir, mas nada que tivesse gostado de verdade”, confessa. 
 
Não acho que ele daria um bom prefeito para São Paulo. Acho que política não é pra mim, nem pra minha família. Dentro do jornalismo ele já é um grande profissional, basta
Joel Datena, sobre o pai desistir de concorrer à prefeitura de SP
 
Se a mudança de fato ocorrer, ela não será a sua estreia em território paulistano. Aos 16 anos, recém-aprovado na equipe paulista de judô, deixou a casa dos pais em Ribeirão Preto, SP, para morar no Centro Olímpico, próximo ao Parque Ibirapuera. Mas uma lesão no pé o fez desistir de São Paulo e voltar para o interior, onde serviria o exército por um ano, e mais tarde, já em Minas Gerais, estudaria zootecnia em uma faculdade pública de Uberaba. “Fui um ótimo aluno. Aliás, em tudo o que eu faço, eu caio para dentro, até em relacionamento”, revela, com um misto de orgulho e modéstia.
 
Recém-casado pela segunda vez e pai de três filhos, de 15, 12 e 11 anos, Joel se considera um cara simples. Não faz questão de luxo, e é avesso a ostentação: “um acampamento do tipo daqueles que fico quando vou pescar me basta para viver”. Devoto de Nossa Senhora Aparecida, tem na garagem um carro modelo Corolla, ano 2012, e, apesar da imersão semanal no noticiário policial, jura que não se sente refém da violência, mesmo quando está em São Paulo. Para ele, o maior problema da cidade hoje é o trânsito, mas que, pelo jeito, perde na balança para a oferta e a qualidade dos serviços oferecidos. "A excelência dos serviços daqui foi um dos motivos que me fizeram querer me mudar pra cá. Tem de tudo, as pessoas são bacanas, ultraprofissionais e o comprometimento é outro", afirma.
 
Como filho de Datena e quase paulistano, ele ficou feliz quando soube que o pai desistiu de concorrer à prefeitura de São Paulo. "Foi a melhor notícia do ano. Não acho que ele daria um bom prefeito para São Paulo. Acho que política não é pra mim, nem pra minha família. Dentro do jornalismo ele já é um grande profissional, basta”, afirma, com voz pausada, olhar sereno e uma tranquilidade aparentemente inconciliável com a personalidade de alguém que toca três horas de programa ao vivo daqueles do tipo "se espremer sai sangue”. 
 

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