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"Não existe família tradicional", diz Maria Eugênia, do reality "Adotada"

Divulgação/MTV
Maria Eugênia Suconic estreia a terceira temporada do programa "Adotada" na MTV Imagem: Divulgação/MTV

Natalia Guaratto

Do UOL, em São Paulo

24/03/2016 07h00

A MTV estreia na próxima terça-feira (29) a nova temporada do programa "Adotada", reality que leva a apresentadora Maria Eugênia Suconic para conviver com uma família diferente a cada episódio. Ex-namorada do cantor Supla, Mareu, como prefere ser chamada, era figurinista, DJ e hostess antes de se tornar apresentadora da atração, que foi a segunda mais vista entre os programas adultos da TV paga no ano passado. Ela se destacou pelos comentários sarcásticos que fazia como jurada do "Papito in Love" e hoje é a única apresentadora com um contrato fixo na emissora.

"Sempre gostei de trabalhar atrás das câmeras, aí o Supla me convidou para o 'Papito in Love', e as pessoas foram com a minha cara", lembra Mareu. A paulistana de 29 anos é filha única e morava até pouco tempo atrás com a mãe e o padrasto. No "Adotada", ela diz que aprendeu "a ter irmãos". "É muito gostoso, mas às vezes eu falo: 'Ah, não, ainda bem que sou só eu'. Gosto muito dessa coisa de família gigante, a mãe, o pai, a avó, um monte de irmãos, porque eu nunca tive", diz.

O programa também trouxe amadurecimento para Maria Eugênia. Ela diz que a dinâmica do "Adotada" - ela fica entre quatro e sete dias em cada casa e chega a visitar 16 em uma temporada - ajudou-a a superar uma síndrome do pânico. "Quando eu tive pânico, precisava fazer tudo planejado. Com o programa, eu vou para um lugar desconhecido, não tenho ideia do que vai acontecer comigo", conta.

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Filha única, Maria Eugênia Suconic diz que aprendeu a conviver com irmãos no "Adotata" Imagem: Divulgação/MTV
  Ela também diz que mudou seu conceito de família depois de conviver com costumes tão diversos. "Para mim não existe família tradicional. Todas são diferentes e surpreendentes, mesmo que seja só pai, mãe e filho. Tem sempre algo a aprender", conta. Ao fim dos episódios, Mareu deixa um dossiê com suas opiniões sobre o que viveu, mas ela ressalta que oferecer orientação para os conflitos não é o objetivo do programa, embora isso já tenha acontecido. "Não vou para resolver problema nenhum, vou para dar o meu ponto de vista. E o ponto de vista de uma pessoa de fora é sempre diferente. Acabou indo para um lado de psicologia que não era esperado. Agora sou uma psicóloga nata, brincadeira, mas não tem nenhuma preparação. Falo o que eu vivo lá, tanto que o que eu falo nem é politicamente correto", diz.

Nas temporadas passadas, Mareu conviveu não só com famílias urbanas, mas chegou a viajar para comunidades remotas como a fazenda Noiva do Cordeiro, comunidade rural próxima a Belo Horizonte, cujos habitantes são em sua maioria mulheres que plantam o que comem. Ela diz que mantém contato com a maioria dos anfitriões que a receberam. Frequenta o restaurante indiano de uns, faz acupuntura com outros e já chegou a viajar com os participantes do programa.

"Acaba virando uma grande família, mas como em todas as outras, tem conflitos", diz Mareu. Ela lembra que só enfrentou resistência no "Adotada" em duas ocasiões: com um clã de roqueiros e em um apartamento de modelos. "Nunca tive vontade de sair correndo, mas é assim, quer me adotar, eu vou até certo ponto, não vou forçar, não quero ser falsa, faço tudo no meu limite", afirma.

O "Adotada" é exibido às terças-feiras, às 21h, pela MTV.

 

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