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Meninas Superpoderosas voltam com celular, humor e novo design

Divulgação/Cartoon Network
"As Meninas Superpoderosas" voltam com episódios inéditos a partir do dia 4 de abril no Cartoon Network Imagem: Divulgação/Cartoon Network

Felipe Pinheiro

Do UOL, em São Paulo

29/03/2016 17h04

Açúcar, tempero e tudo o que há de bom. Criadas pelo professor Utônio, que acrescentou por descuido à mistura o elemento X, Lindinha, Florzinha e Docinho, que marcaram gerações, voltarão a combater o crime em 40 episódios inéditos de "As Meninas SuperPoderosas" após um hiato de mais de 10 anos do fim da série.

No retorno das três garotinhas perfeitas, que não vão para cama sem antes salvarem a cidade de Townsville, prepare-se para encontrar as mesmas heroínas do canal Cartoon Network, com a diferença de que elas estão ainda mais poderosas (sim, acredite! Agora, elas poderão evocar auras de acordo com suas personalidades. Por exemplo, Lindinha, que adora animais, poderá evocar uma aura de um bichinho na luta contra o mal) e com um visual atualizado - seus contornos foram suavizados e os raios coloridos estão mais marcados no novo design gráfico.

Apesar de algumas inovações no desenho, no qual as meninas não conheciam o celular quando foram lançadas e precisavam ligar para o prefeito sempre de um aparelho fixo, a diretora sênior de conteúdo Daniela Vieira, do Cartoon, defende que a produção de novos episódios não se dá porque as personagens teriam ficado defasadas aos novos tempos. 

"É o efeito Tom e Jerry, que não fica defasado nunca. Elas não ficaram defasadas e o DNA delas é o mesmo, mas para falar de igual para igual com essa nova geração, precisávamos mudar a forma de como contar a história, o desenho, os elementos. A carinha do telefone é a mesma, mas agora é um celular e não mais sem fio", afirmou Daniela em entrevista ao UOL. "Nesta nova fase, os poderes estão mais marcados: a visão de calor da Docinho, assim como a força da Lindinha, vão aparecer mais, por exemplo", completou.

A intenção de voltar a fazer a série por parte do Cartoon sempre existiu e só ganhou força com os novos padrões de comportamento que foram se tornando mais evidentes nos últimos anos. "Ao longo desse período, várias vezes houve essa discussão delas voltarem - mas nunca foi uma questão de "se", e sim de "quando". Agora, por conta de todas essas mudanças de hábito, para atender a esse novo público infantil que consome conteúdo de uma maneira diferente, se resolveu dar luz verde e produzir uma nova temporada", explicou.

Nas próximas aventuras, os vilões principais serão mantidos - incluindo o Macaco Louco, rival número um das superpoderosas e ex-assistente do professor. O diabólico Ele e a invejosa princesa MaisGrana também voltam.

"A partir do momento que existe um desenho com três figuras femininas e superheroínas, pode-se fazer uma leitura assim [feminista]. Mas, desde a concepção e reinvenção desta nova fase das superpoderosas, não tivemos a ideia de levantar uma agenda moral"
Daniela Vieira, diretora de conteúdo do Cartoon Network, sobre a volta das "Meninas Superpoderosas"


Meninas poderosas e humanizadas

Divulgação/Cartoon Network
Principal rival das "Meninas Superpoderosas", Macaco Louco estará de volta na nova safra de episódios inéditos da série Imagem: Divulgação/Cartoon Network
No segundo episódio de "As Meninas Superpoderosas", as filhas do cuidadoso cientista, que estão sempre juntas na hora de combater os mais terríveis vilões, verão sua união ameaçada quando Docinho decidir abandonar as irmãs para se juntar a uma turma que lhe parecerá mais interessante. Nesta retomada da série, as meninas devem se aproximar dos telespectadores também pela ênfase em sua "humanidade". O que pode ser visto, também, no episódio de estreia desta nova temporada em que elas enlouquecem pela boyband dos Bandidos Sensíveis.

"Antes era um pouco mais de ação e agora elas vão ter muito mais humor. O primeiro episódio é bem embasado nisso, com elementos femininos e delas se colocarem como fãs. Isso, de certa forma, humaniza as meninas. As características 'mais humanas' estão mais marcadas", disse. "As Meninas Superpoderosas também erram, mas resolvem tudo no final porque são superheroínas", destacou.

Meninas poderosas: bandeira feminista?

A durona Docinho odeia ser chamada de princesa e ficará enraivecida quando ouvir de um personagem fortão o adjetivo que não lhe cabe nada bem na nova temporada da série. Apesar da interpretação feminista que pode ser feita de "As Meninas Superpoderosas", não há o objetivo de levantar uma questão social ou moral com o desenho.

"Não temos nenhuma agenda ativista ou política no Cartoon, a gente faz desenho para entreter a criança. Mas obviamente, a partir do momento que existe um desenho com três figurasfemininas e superheroínas, ele acaba ficando mais feminino e pode-se fazer uma leitura assim. Mas desde a concepção e reinvenção desta nova fase das superpoderosas, não tivemos a ideia de uma agenda moral", explicou a diretora do Cartoon. 

Meninas Superpoderosas - novos episódios
Estreia: 4 de abril (segunda-feira)
Horário: 19h30
Canal: Cartoon Network

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