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Atrizes de "Liberdade, Liberdade" abrem mão da vaidade por novela de época

Reprodução/Instagram/sheronmenezzes
Sheron Menezzes com o adesivo de pelos artificiais para se transformar em Bertoleza Imagem: Reprodução/Instagram/sheronmenezzes

Giselle de Almeida*

Do UOL, no Rio

01/04/2016 14h26

Não bastassem os espartilhos apertados e as várias camadas de roupa que uma novela de época exige, "Liberdade, Liberdade" pede uma entrega ainda maior do elenco quanto à caracterização. A partir do próximo dia 11, quando estreia a novela das 23h, o que vai se ver na tela é um desfile de rostos constantemente suados (graças à aplicação de glicerina), dentes e unhas sujos e pelos à mostra nas atrizes.

"Está todo mundo com pelo nos braços, vai ser a maior polêmica", aposta a caracterizadora Lucila Robirosa.

Hanna Romanazzi, que vive Gironda, uma das meninas do cabaré de Virgínia (Lilia Cabral), tem feito o dever de casa e deixou de depilar as axilas desde fevereiro.

João Cotta/TV Globo
Hanna Romanazzi como Gironda em "Liberdade, Liberdade" Imagem: João Cotta/TV Globo

"Na cena é pra mostrar mesmo, mais fácil ficar travada na vida real. Nesse calor não dá para ficar usando só manga comprida, mas se eu vou para algum evento, geralmente uso. Agora, no meu dia a dia, já estou parando de ligar", analisa. 

Andreia Horta, que vive a protagonista Joaquina, fez depilação a laser e é uma das que precisam usar um adesivo com pelos artificiais, assim como Sheron Menezzes, que exibiu o visual fake no Instagram. "A gente vive para o personagem, nosso instrumento de trabalho é o corpo. Se tem que sujar o dente, a gente suja. Se tem que botar pelo, a gente bota. Hoje em dia a gente faz laser, mas ainda não existia na época", diz.

Lucila explica que os únicos atores que escapam do gel para amarelar a dentição são os que interpretam escravos. "Eles eram comprados pelo branco dos dentes", explica. Lilia Cabral garante que não se importa com os sacrifícios. "Nem penso nisso. Não tenho branqueamento nos dentes mesmo", brinca.

Muitos personagens também exigem um visual mais natural, o que Nathalia Dill, a intérprete da vilã Branca, vê com bons olhos. 

João Cotta/TV Globo
Yanna Lavigne como Mimi em "Liberdade, Liberdade" Imagem: João Cotta/TV Globo

"A maquiagem não tem base, o cabelo aparece com suor. Essa é a parte boa, a gente sua muito e não precisa esconder. A sobrancelha fica com um pouco mais de pelos, mas nada que destoe muito da gente. É uma fábula", garante.

O elenco também tem as unhas sujas diariamente com um gel escuro. "Todo mundo reclama, mas daqui a pouco passa. E eles vão vendo que é importante. Rico, pobre, médico, todo mundo fica com essa aparência. Eles andam de charrete, é ridículo estarem com as mãos limpas", afirma a caracterizadora. 

Yanna Lavigne, que além de tudo ainda gasta mais tempo antes das gravações para esconder suas tatuagens, garante que tudo vale a pena pelo resultado final. "Quando a gente veste o figurino é como vestir a camisa da novela, então está tudo certo", afirma.

* Colaboração Marcela Ribeiro

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