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Coelhinhas da "Playboy" têm cartilha e devem se comportar nas redes sociais

Felipe Pinheiro

Do UOL, em São Paulo

11/04/2016 15h10

Figuras que viraram símbolo do universo da “Playboy”, as coelhinhas estarão novamente presentes – e mais fortes do que nunca, segundo sua nova diretriz – nesta segunda fase da publicação no Brasil que se inicia na terça-feira (12) com a edição que traz Luana Piovani como musa de capa.

A volta das meninas vestidas de corselet, meia calça arrastão, gravata borboleta, pompom e orelhinhas acontecerá na festa de relançamento da revista, em um evento badalado em São Paulo somente para convidados. Para marcar a noite, que terá Piovani como estrela principal, oito jovens mulheres, com idades acima dos 20 anos, foram selecionadas a dedo pelo vice-presidente e publisher da “Playboy”, André Sanseverino.

Com a promessa de resgatar o glamour da revista, ele disse, em entrevista ao UOL, que passou a entender melhor o alcance e grandiosidade da marca após uma convenção realizada há um mês em Portugal. Nela, Sanseverino compreendeu o papel das coelhinhas em relação ao fortalecimento que ele prende impulsionar à publicação. “Nessa nova gestão, não vamos nos limitar à revista. Serão três pilares: revista, portal na internet e eventos. O primeiro grande evento é a festa de lançamento. Não é a festa só da Luana, mas a festa em que a ‘Playboy’ vai mostrar sua cara nova e a que veio”, afirmou.

Queremos ter coelhinha oriental, negra, todos os biotipos que existem no Brasil. Essa diversidade é muito importante. É legal buscar pessoas de outras regiões. Se queremos que sejam embaixadoras da ‘Playboy’, que sejam do Brasil inteiro
André Sanseverino, vice-presidente e publisher da revista "Playboy"

As coelhinhas, na definição do executivo, são as embaixadoras da “Playboy”, e por isso possuem uma função tão importante quanto estratégica. Para tanto, elas estão presentes em todas as ações promovidas pela revista – desde lançamentos das edições até tardes de autógrafos, eventos patrocinados, coletivas de imprensa, entre outras.

“Muita gente confunde as coelhinhas com as playmates, que são garotas que posam para a revista de janeiro a dezembro em outros países. As coelhinhas podem até posar nua, mas não é uma obrigatoriedade. A função delas é representar a ‘Playboy’. Elas são o símbolo vivo da revista”, explicou Sanseverino.

Neste primeiro momento, o publisher fez uma seleção pequena, a partir do contato com agências de publicidade, para a escolha das meninas que estarão na festa de lançamento da “Playboy”. A intenção, no entanto, é expandir o número de coelhinhas por meio de um grande concurso que terá como meta diversificar o time. “Queremos ter coelhinha oriental, negra, todos os biotipos que existem no Brasil. Essa diversidade é muito importante. É legal buscar pessoas de outras regiões. Se queremos que sejam embaixadoras da ‘Playboy’, que sejam do Brasil inteiro”, disse.

Arquivo pessoal
Bruna, Rafaela e Luana são algumas das novas coelhinhas da revista "Playboy", que chega às bancas na terça-feira (12) Imagem: Arquivo pessoal


Coelhinha professora: “Beleza não basta”
Arquivo pessoal
Nova coelhinha da "Playboy", Bruna Luppi é professora e faz duas pós-graduações na área de ensino Imagem: Arquivo pessoal
Ser de bem com a vida, alto astral e cativante faz parte das caraterísticas fundamentais de mulheres que pretendem ser coelhinhas da “Playboy”. Mas é preciso mais do que isso. As beldades que conquistam o título seguem uma rígida cartilha de comportamento e, após escolhidas, assistem a um vídeo institucional durante o treinamento.

“Por mais que seja uma festa, as mulheres selecionadas vão receber orientações para que conheçam a filosofia da ‘Playboy’. Uma coelhinha só pode existir se souber falar da 'Playboy'. Envolve muita responsabilidade”, ressaltou Sanseverino, que ainda tem como objetivo transformar suas coelhinhas em celebridades. 

Ele diz, por exemplo, o que é inaceitável àquelas que personificam a marca: “Não podemos ter uma coelhinha que nas redes sociais tem uma vida totalmente desregrada. A coelhinha precisa estar consciente de que as redes sociais vão ser monitoradas”.

Em sintonia com a nova proposta da revista, que pretende dar voz a mulheres com conteúdo, a paranaense Bruna Luppi, eleita Miss Paiçandu, foi convidada para integrar o time. Modelo e formada em pedagogia, além de dar aulas em uma escola municipal ela faz pós-graduações em psicopedagogia e educação especial. Na primeira edição da revista, a coelhinha novata fará sua estreia em uma campanha publicitária para uma marca de celular.

“Para ser coelhinha não basta a beleza. Hoje o público pede mais do que isso. A beleza atrai, mas é só o primeiro impacto. Tem que ter algo a mais a oferecer”, diz ela ao dizer por que acredita ter sido escolhida. “Perguntei ao André o que faz uma coelhinha, e ele falou: ‘o céu é o limite. Quero fazer de você uma musa’. Sou muito grata a ele pela chance que está me dando”, falou.  Luppi encara o desafio de ser coelhinha como mais um trabalho e não teme sofrer preconceito na área da educação: “Participei do programa do Danilo Gentili [como coelhinha] e a repercussão foi enorme. Até os pais dos alunos vieram me parabenizar. Não tive rejeição”.

Táticas de coelhinha
Primeira coelhinha oficial da “Playboy” no Brasil, Ana Lúcia Fernandes, voltará ao posto cujo título lhe dá tanto orgulho ostentar. Em quase 10 anos, ela participou de inúmeras ações, estampou matérias, teve a experiência de ser fotografada pelo renomado J.R. Duran e fez duas capas, do “Almanaque Playboy”, em 2007, e da edição de Natal de 2008. 

Arquivo pessoal
Há quase 10 anos na "Playboy", Ana Lúcia Fernandes volta a encarnar coelhinha na nova fase da revista Imagem: Arquivo pessoal
O tempo de estrada traz segurança à experiente coelhinha, que não esconde o segredo do sucesso ao dar seu conselho para as novas parceiras. “Na minha época, tentávamos ser mais glamourosas do que sensuais. Isso traz mais charme. A beleza está mais no carisma. Ganhei pontos pelo jeito de sorrir, por ser simpática e da atenção que dava aos convidados. Existia uma cartilha, mas na verdade ninguém te obrigava a seguir. Era mais o bom senso. Em uma festa, por exemplo, não ficávamos bebendo e nem dançando com o uniforme. Tinha que ter uma postura, uma elegância”, afirmou.

A experiência nos eventos também fez Ana Lúcia aprender a se virar nas mais inusitadas situações. As estratégias são variadas e, diz ela, ajudam muito, inclusive, a resguardar a própria coelhinha. “Temos uma tática para abraçar as pessoas. Se você põe as mãos por cima do ombro da outra pessoa o peito vai aparecer. Se colocar por baixo, o cara pode te apertar como se fosse a namorada dele na hora da foto. O ideal é colocar a sua mão na direção do ombro da pessoa para limitar a distância. Também é preciso colocar a mão na cintura, para não deixar o cara descer a mão”, conta.

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