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Nova temporada de "Os Dez Mandamentos" criou dois reinos em apenas 60 dias

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

28/04/2016 07h00

Com a ida dos hebreus em busca da Terra Prometida, a suntuosidade do Egito ficou para trás, e a travessia do povo de Moisés (Guilherme Winter) pelo deserto exigiu que "Os Dez Mandamentos - Nova Temporada" ganhasse novos cenários. Além da ampliação do acampamento, já visto na primeira temporada, a equipe de cenografia da novela da Record ergueu dois novos reinos em tempo recorde para a continuação da saga bíblica.

Em cerca de 60 dias, surgiram do nada a cidade de Quir, no reino de Moabe, numa área construída de 2.500m², e a cidade de Hesbom, no reino dos Amorreus, num espaço de 2.000m². A execução de cada projeto envolveu aproximadamente 150 pessoas. 

"Dois historiadores nos dão uma assessoria mais prática, um embasamento histórico, e começamos a criar em cima. Mas como existe pouca informação sobre essa época, temos uma licença poética muito grande, a gente inventa muita coisa. Afinal, é uma novela, uma obra de ficção, mas sempre com o pé na realidade", afirma o cenógrafo Helton Minosso.

André Durão/UOL
O jardim do palácio, na cidade de Quir: reino tem pedras como principal matéria-prima Imagem: André Durão/UOL

Assim, a equipe transforma numa verdadeira colcha de retalhos referências de livros, filmes e gravuras. Mas a pesquisa sobre a região de Hesbom, por exemplo, deu a inspiração para um material bastante usado na construção: a madeira.

"Encontramos registros de que havia muita plantação de carvalho, então demos bastante ênfase à construção em madeira", afirma o cenógrafo, que aponta alguns elementos-chave na cidade cenográfica: a fachada do palácio, as muralhas, as ruas do comércio, a casa de alguns personagens e becos, lugares para encontros e perseguições.

Já a matéria-prima para Quir é a pedra (cenográfica), que tem como diferencias o jardim do palácio de Balaque (Daniel Alvim) e Elda (Francisca Queiroz) e uma arena de treinamento.

Além do prazo apertado, a cenografia e a direção de arte precisam construir muitos objetos por se tratar de uma trama de época. "Não existe loja de material bíblico (risos), a gente projeta e manda fazer. Outro desafio é fazer coisas novas dentro da mesma história", afirma Minosso.

André Durão/UOL
O diretor Hamsa Wood ensaia os atores Leonardo Vieira e Marcela Barrozo sob a sombra Imagem: André Durão/UOL

Ao contrário dos hebreus, que passarão por cada lugar em momentos diferentes da história de Vivian de Oliveira, é possível ir de um lugar a outro a pé, em poucos minutos, já que ambos ficam na área externa do complexo de estúdios da produtora Casablanca em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio.

Mas o calor dá a impressão de que a travessia fica mesmo num deserto. Tanto que os atores confessam preferir mesmo o clima fresco do ar-condicionado.

"Minhas roupas são muito quentes, tenho uma de lã fechada, que parece um cobertor, umas capas pesadas. Prefiro gravar no estúdio", brinca Leonardo Vieira.

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