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Ligada a rebeldes, tia de Branca movimenta trama de "Liberdade, Liberdade"

Alexandra (Juliana Carneiro da Cunha) é encarcerada a mando de Rubião (Mateus Solano) - Reprodução/"Liberdade, Liberdade"/GShow
Alexandra (Juliana Carneiro da Cunha) é encarcerada a mando de Rubião (Mateus Solano) Imagem: Reprodução/"Liberdade, Liberdade"/GShow

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

14/05/2016 07h00

Desde que chegou ao Brasil, Alexandra Marquet (Juliana Carneiro da Cunha) passou por uma verdadeira via-crúcis em "Liberdade, Liberdade". Após ser assaltada na estrada pouco antes de chegar a Vila Rica, a irmã de Diogo Farto (Genézio de Barros) foi confundida com uma pedinte, passou fome, perdeu a memória, foi jogada numa cela a mando de Rubião (Mateus Solano) e, dada como morta, jogada em uma vala. 

Somente quando o irmão divulga uma recompensa por ela, Joaquina (Andreia Horta) desconfia que a senhora que ajudou na porta da igreja pode ser a mesma pessoa. É quando Xavier (Bruno Ferrari) entra em ação e promete a Branca (Nathalia Dill) que vai encontrar sua tia. Bastante ferida, ela é curada por Ascensão (Zezé Polessa), com a ajuda do rebelde.

Ao recuperar a memória e reencontrar a família, promete movimentar ainda mais a trama por conta de uma surpresa: é a mecenas dos inconfidentes. "Eles estão esperando por 'ele', ninguém imagina que essa pessoa seja uma mulher", conta ela, animada com os acontecimentos da novela de Mario Teixeira, que mais parece "um filme de capa e espada".

Na família, encontra a resistência da cunhada, Luzia (Chris Couto), que vê sua autoridade ameaçada. Mas exerce certo fascínio sobre a sobrinha, que espera contar com seu apoio para finalmente se casar. A mimada Branca, deslumbrada com o fato de a parente vir da Europa e ter frequentado a corte de Napoleão Bonaparte, só não contava com o jeito direto da tia.

"Ela pergunta: 'Quando foi que você deixou de ser virgem? Você pode enganar qualquer um, a mim não'. Ela fica apavorada de pensar que Branca possa estar grávida. Alexandra não é boba, logo percebe suas artimanhas", afirma. 

Juliana Carneiro da Cunha é Alexandra em "Liberdade, Liberdade" - Paulo Belote/TV Globo - Paulo Belote/TV Globo
Juliana Carneiro da Cunha é Alexandra em "Liberdade, Liberdade"
Imagem: Paulo Belote/TV Globo

Readaptação à TV

Integrante da companhia francesa Théâtre du Soleil há 25 anos, Juliana diz ser mais difícil pegar o bonde andando. "Estou muito mal habituada. No Théâtre du Soleil a gente ensaia nove meses, onze meses. Quando a gente estreia a peça você já é o personagem. Dá um certo medo, você tem que se adaptar, tem que estar no ritmo. Vinícius (Coimbra, diretor geral da novela) está me puxando", conta Juliana, cujo último trabalho na TV foi uma participação em "Sete Vidas".

A parceria com o diretor começou no cinema, com o filme "A Floresta Que se Move", adaptação contemporânea de "Macbeth", texto que a atriz já encenou nos palcos. Mas agora, Juliana, 67, que se divide entre Rio e Paris (ela tem dois filhos e dois netos com dupla cidadania, como ela), diz só querer saber de projetos curtos.

"Preparei bastante minha saída, há quase sete anos digo que vou sair. Pensei: 'Quando é que vou cuidar dos netos?'. Quero ficar livre de compromisso longo, quero fazer o que tiver vontade", conta ela, que saiu de casa aos 17 anos para estudar dança em Bruxelas, na Bélgica, antes de viver na capital francesa.

"Com a idade, a gente volta para a infância. Passei todas as minhas férias no Rio, gosto demais daqui. É a primeira vez que fico tanto tempo, vim por três meses. Geralmente fico um mês", diz.

 

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