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"TV Mulher" inclui debate sobre o estupro coletivo após estrear gravado

Marcos Ribas/Brazil News
Imagem: Marcos Ribas/Brazil News

Do UOL, em São Paulo

07/06/2016 10h18

O "TV Mulher" vai discutir o caso do estupro coletivo em seu segundo episódio, que vai ao ar nesta terça (7). Na semana passada, Marília Gabriela foi até Brasília para gravação de uma entrevista com a vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia.

No programa, o tema debatido será o assédio moral e sexual enfrentado pelas mulheres. Gabi lê depoimentos de mulheres vítimas de assédio e discute o assunto com a promotora Gabi Manssur. "Ainda há medo de sofrer represália. A mulher tem vergonha de denunciar, é como se ela tivesse sido tratada como objeto. A mulher se sente desprotegida", diz a promotora.

O programa ainda vai às ruas com a pergunta: "Você se incomoda com o fiu-fiu?". No estúdio, o jornalista Ivan Martins fala sobre a visão masculina diante do assédio enfrentado pelas mulheres. "Nós homens ficamos chocados porque sempre pensamos que vocês adoravam ser elogiadas. Essa é uma novidade e nós teremos que nos adaptar. Respeita as mina, mano", afirma.

A entrevista de Marília Gabriela sobre o estupro coletivo abre o "TV Mulher". Ela também exibe um vídeo da youtuber Jout Jout sobre relacionamentos abusivos e, ao final, conversa com o ator Alexandre Nero sobre machismo.

"Vou confessar, o assédio que eu tinha como músico, era mais fervoroso. Dormiam na frente da minha casa. Descobriam o número do meu telefone. Sempre falo isso ‘o assédio do músico não tem comparação com o do ator. Era muito grande, fugia um pouco desse controle mesmo", conta o ator. 

Releitura do "TV Mulher" dos anos 80, exibido pela Globo, o programa com pautas da agenda feminina terá 10 episódios, que foram gravados antes da estreia. Em sua análise sobre a estreia, o crítico Maurício Stycer, do UOL, considerou que o programa voltou "deslocado no tempo" e criticou a ausência de discussão de assuntos do momento, citando o caso do estupro coletivo e, também, a nomeação de uma mulher que é contra o aborto para a Secretaria de Políticas para Mulheres 

Estupro coletivo

Há duas semanas, a notícia de uma jovem de 16 anos, vítima de violência sexual na zona oeste do Rio de Janeiro, chocou a opinião pública. Segundo as investigações, a adolescente ficou cerca de 30 horas em poder dos estupradores. Delegada responsável pelo caso, Cristiana Bento, disse na segunda-feira que não há dúvida sobre o estupro. Segundo ela, a aprrensão de um celular dos envolvidos foi "crucial" para as investigações.

"Se alguém tinha dúvida se houve ou não estupro, com esse celular, a dúvida acabou. O que a gente vê é a mão do Raphael (Duarte Belo), a voz do Raphael e, na sequência, vê o estupro de vulnerável consumado", afirmou Cristiana. "A polícia sabe que houve estupro de vulnerável".

Ela afirmou ainda que a adolescente foi negligenciada pelo Estado: "Essa adolescente foi vítima duas vezes. Foi vítima do estupro e da sociedade. O Estado a negligenciou no moral e no social. Essa investigação trouxe mais dignidade para essa jovem".

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