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"Ele tem um quê de Drácula", diz Mateus Solano sobre seu vilão Rubião

Reprodução/Montagem
Mateus Solano estudou Conde Drácula para fazer o vilão Rubião Imagem: Reprodução/Montagem

Ana Cora Lima

Do UOL, no Rio

05/07/2016 12h59

José Maria Rubião é oportunista e soturno. Intérprete do vilão-mor de “Liberdade, Liberdade”, Mateus Solano, apesar de ter buscado referências em vários “homens maus” da literatura e do cinema, só consegue ver uma figura refletida no Intendente de Vila Rica: Drácula. “Foi o vilão que ficou mais marcado em mim. Rubião é muito do mal e tem aquela coisa sombria e sanguinária do Conde Drácula. Consigo ver que ele tem um quê de Drácula”, revela o ator que anda surpreso com as maldades do antagonista da trama das 23h, da Globo. “No início, eu pensava que ele só iria mandar matar, mas não! Ele coloca a mão na massa”.

A assassinato de Dom Raposo Viegas (Dalton Vigh) foi último a entrar em sua conta, mas o ator não dá uma pista sobre os próximos. “Não vou falar. Estamos já praticamente na reta final e tem tão pouca novela daqui para frente que manter a surpresa fica mais gostoso, né? Não vou dar spoiler. Liga para o Mário [Teixeira, autor da novela]) a fim de saber as coisas”, brinca Solano.

Teve respeito, amor e pegada.

Sobre a cena de sexo entre Tolentino (Ricardo Pereira) e André (Caio Blat)

Protagonista do primeiro beijo gay numa novela da Globo, em "Amor a Vida" (2013), o ator contou que participou do set de gravações da primeira cena de sexo entre dois homens na história da telenovela brasileira, com Ricardo Pereira [Tolentino] e Caio Blat [André], e que está prevista para ir ao ar no dia 12. “Fui assistir, claro, porque eu fui o precursor dessa cena. O beijo de Felix e Niko [Thiago Fragoso em 'Amor à Vida'] me deu esse direito. Foi incrível! Lindo mesmo e eu fiquei encantado com tudo. Teve respeito, amor e pegada”, conta Solano, que exaltou a iniciativa da emissora. "Já estava na hora, né? Tudo isso é tão comum lá fora, e aqui esse tabu. Confesso que não sou apaixonado por cenas de sexo. Não acho bacana e nem é a parte de um filme, por exemplo, que mais gosto de assistir, mas se você tem para o heterossexual, tem que ter para o homossexual."

Reprodução
"Quantos aos elogios à minha bunda só digo uma coisa: a luz favorece" Imagem: Reprodução
Por mais que não goste de assistir cenas de sexo, Mateus Solano protagonizou várias delas na trama das 23h. Apareceu nu e recebeu vários elogios pelo bumbum em forma. “Essa é a primeira vez faço um personagem com essa apelo, com essa pegada. Nunca foi do meu interesse aparecer nu e também porque eu nunca me vendi assim, mas estou encarando bem. Quantos aos elogios à minha bunda só digo uma coisa: a luz favorece”, assume o ator, que contratou um personal para não fazer feio nas cenas picantes. “Ele disse que eu tinha porte tipo de urubu malandro e aí resolvemos trabalhar a parte postural para completar com o ganho de músculo. Estava indo tão bem, mas cai do cavalo e parei com tudo”.

Eu não acredito em redenção na sociedade que a gente vive, muito menos na que existia há 200 anos.

Sobre os rumos do personagem, Solano é cético e não crê na possibilidade um final feliz para Rubião. "Eu não acredito em redenção na sociedade que a gente vive, muito menos na que existia há 200 anos. Também não acredito no amor de Rubião pela Rosa. Rubião não sabe o que é amor, as maneiras de amar. Ele e outros personagens também, porque a inteligência emocional deles era de um rato. São todos apoiados no que a sociedade dizia que era certo, o que a igreja dizia que era certo. Ninguém tem opinião própria, pensamento próprio. A única que se salva ali é a Rosa e alguns rebeldes que querem transgredir”, explica o ator, que estudou bastante história da época colonial.

“Li vários livros e sinceramente achei que a história ficaria no primeiro capítulo. Morreu Tiradentes e o resto ficção, mas não. Nos próximos dias, nós vamos ver que Carlota Joaquina tenta tomar o poder do marido e esse é um episódio, que efetivamente aconteceu na nossa história. Outros momentos também foram entremeados na trama, assim como a crueza, crueldade e a sujeira da época. São aulas de história do Brasil! São aulas que mostram o que era uma colônia como Vila Rica no início do século 19. Camas, mesas e móveis vinham de Paris e pouquíssimas pessoas tinham essas 'mordomias' em casa e usavam talheres nas refeições. Inusitado, mas essa foi a nossa realidade", finalizou.

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