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Humorista da "Praça" faz sucesso com crianças e evita piadas maliciosas

Paulo Pacheco

Do UOL, em São Paulo

14/07/2016 07h00

Há seis anos na TV, Marlei Cevada faz sucesso em "A Praça É Nossa" como Nina, garota de cinco anos que incomoda e constrange Carlos Alberto de Nóbrega. A humorista comemora o sucesso entre as crianças, embora o programa seja impróprio para menores de 14 anos, segundo a classificação indicativa. Por causa do público infantil, a atriz diz tomar cuidado com piadas maliciosas.

"Não há uma pessoa fazendo uma criança que seja engraçada. Não há humor para criança. Humor para criança hoje em dia é palhaço e os youtubers moleques, que fazem uma zoeira sem fim. Nina é imortal, a não ser que apareça rugas. Maria Antonieta de las Nieves faz a Chiquinha até hoje. Arranjei um jeito de não envelhecer", afirma ao UOL.

Carlos Alberto sabe do sucesso infantil de Nina e encaixa a personagem ingênua no primeiro bloco da "Praça" para atrair os pequenos, antes dos quadros de duplo sentido e piadas com teor sexual.

Para compor a menina, Marlei se inspirou no filho Davi, de oito anos, e outras crianças da família. De uma parente próxima surgiu o bordão "Nada a ver", dito pela primeira vez quando Carlos Alberto errou uma fala. O dono da "Praça", aliás, já censurou piadas de Nina consideradas "impróprias" por ele.

Divulgação/SBT
Nina (Marlei Cevada) maquiou Carlos Alberto de Nóbrega em "A Praça É Nossa" Imagem: Divulgação/SBT
"Não vou falar que a Nina engoliu uma moeda por causa das crianças e porque não é engraçado. Há coisas que ela diz o contrário do que é o certo que é onde o Carlos Alberto entra e diz: 'Não pode'", explica.

A comediante também passou por uma saia-justa quando o filho quis entender uma piada maliciosa: "Nina tem uma piada em que o pai pergunta para a mãe: 'Cadê a minha chupetinha?'. Meu filho falava isso na escola! Depois de um tempo, ele perguntou: 'Mãe, como assim 'chupetinha'? Falei que era coisa de adulto e que depois eu explicaria.

No SBT, Marlei também virou "Chiquinha" na homenagem à série mexicana "Chaves", em 2011, e participou da novela "Chiquititas", em 2014. Focada nas crianças, a humorista de 41 anos tentou emplacar na emissora seu "Talco Show" (talk show apresentado por Nina iniciado no festival Risadaria, em São Paulo, onde vai se apresentar no dia 16), porém ouviu "não" e levará o projeto para a internet.

"Vou levar para o YouTube, já que na TV não me querem. No SBT já está nítido que não, porque a filha do Silvio assumiu o infantil e a direção disse que não quer porque programa para criança não pode ter merchandising", lamenta.

Do teatro para a TV

Nascida em Nhandeara (interior de São Paulo), Marlei começou a atuar aos 14 anos. Participou do grupo de humor Quinta Q Pariu!, com imitações, improviso e comédia stand-up. A estreia na televisão foi no concurso de humoristas do "Programa Silvio Santos", em 2010, quando a vida da atriz mudou completamente.

"Gostava tanto de teatro que jamais pensei em ir para a TV", confessa a comediante. O vencedor levaria R$ 100 mil, uma bolada para Marlei, seu marido Maurício e seu filho, na época com três anos. Marlei perdeu a competição de Silvio, porém foi vista por Carlos Alberto e ganhou um emprego na "Praça".

"Carlos estava com escassez de mulheres humoristas na 'Praça'. Eu me lembro de uma época que tinha Consuelo Leandro, Maria Tereza, Gorete [Milagres], todas ótimas. Não assistia muito TV e pensei: 'Ainda existe a Praça?' Pensei que veria o Golias", brinca.

Reprodução/Instagram/marleicevada
Marlei Cevada com o prêmio de "Melhor Criador(a) de Personagens" do Risadaria Imagem: Reprodução/Instagram/marleicevada
Com a saída de Andréa Nóbrega após separar-se de Carlos Alberto, Marlei tornou-se a única mulher do elenco da "Praça", mas por pouco tempo. A atriz indicou Sill Esteves, ex-"Pânico", que agradou nos testes e deverá continuar no programa, segundo o jornalista Flávio Ricco, do UOL.

Na "Praça", Marlei também interpreta o mendigo Sangue. A comediante conta que muitas pessoas não a reconhecem e pensam que é um homem. No teatro, dá vida à doméstica Marley. Seus três personagens renderam o prêmio de Melhor Criação de Personagens no Risadaria 2016, concorrendo com Marco Luque e Rodrigo Sant'anna.

Apesar do humor e da "Praça" contarem com mais homens do que mulheres, Marlei conta que não foi discriminada no meio: "Perguntam se sofri preconceito. Eu nunca senti esse preconceito, porque tratamos todos do mesmo jeito e eu sou da galera mesmo. Humor é um universo muito masculino".

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