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O desamor constrói: famosos brasileiros têm a aprender com Brad e Angelina

Mario Anzuoni/Reuters
Um divórcio como o de Brad Pitt e Angelina Jolie parece blockbuster Imagem: Mario Anzuoni/Reuters

Chico Barney*

Especial para o UOL

21/09/2016 17h45

O showbiz mundial foi dominado ao longo dos últimos anos pela coqueluche dos super-heróis. Personagens criados no limiar do século passado com contraditórios ideais do pós-guerra ganharam atualizações cativantes com efeitos muito especiais em produções milionárias.

A única vertente que consegue tirar um pouco da atenção dos valorosos homens e mulheres combatendo o crime com roupa de baixo à mostra é uma modalidade ainda mais antiga de entretenimento: a fofoca.
 
Um divórcio como o que ocorre entre Brad Pitt e Angelina Jolie parece blockbuster dirigido por Michael Bay. A dupla pode não ter sido capaz de salvar o próprio casamento, mas deram um novo fôlego para a indústria do entretenimento.
 
Abuso de substâncias, crianças originárias de todas as regiões do globo, relações extraconjugais e ainda participações especiais de Marion Cotillard e até Jennifer Aniston - os elementos da narrativa tem apelo universal.
 
A indústria da fofoca tem evoluído de maneira impressionante. Chegou a um ponto em que Beyonce, que não dá mais entrevistas há muito tempo, cria e alimenta boatos sobre a própria relação conjugal em um disco temático sobre as traições de seu marido Jay-Z.
 
É o pleno controle dos comentários sobre a vida alheia, onde tudo só aparece pelos canais oficiais de distribuição do artista. E ganham uma nova proporção nas redes sociais, emocionando fãs e eventualmente desgraçando algumas vidas durante o percurso.
 
O Brasil ainda engatinha nesse promissor mercado. O máximo que tivemos até agora foi Bonner e Fátima Bernardes tuitando ao mesmo tempo um textinho chumbrega sobre o fim do casamento.
 
Os casais famosos brasileiros que pretendem se separar nos próximos meses precisam ficar atentos a Brad Pitt e Angelina Jolie para colher bons aprendizados. Em tempos de baixas bilheterias, audiência trepidante e dificuldade para captar financiamento de novos projetos, só o desamor constrói.
 
*Chico Barney é entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002
 

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