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"Girls In The House": série feita no The Sims zoa o pop e é adorada na web

Natália Guaratto

Do UOL, em São Paulo

23/09/2016 07h00

O meme “vou expor ela na internet” (sic) já é um hit de 2016, mas o que nem todo mundo sabe é que a frase atribuída a Kim Kardashian sobre Taylor Swift saiu da cabeça de um brasileiro: o jovem Raony Phillips, de 23 anos, criador da websérie “Girls in The House”.

Feita no jogo de computador The Sims, “Girls in The House” está em sua terceira temporada no YouTube e acompanha a vida de Duny, Alex e Honey, três amigas que administram uma pensão.

O canal RaoTV em que a série é transmitida já tem mais de 600 mil inscritos e a atração é adorada na web, principalmente pelo público LGBT. Inspiração para memes, “Girls in The House” chamou a atenção do TNT, que estreou nesta quarta (21) uma série de curtas no Facebook com as personagens de Raony.

“Desde criança eu gostava de criar histórias em quadrinhos e inventei essas personagens em 2006, aí descobri na internet que muitas pessoas criam séries com jogos, o problema é que eu tinha um computador muito limitado que não rodava o The Sims. Em 2014, comprei um computador e a primeira coisa que fiz foi instalar o jogo. Comecei o ‘Girls in The House’ sem nenhuma pretensão, só continuei porque o episódio de estreia teve mil visualizações em 24 horas”, conta Phillips em entrevista ao UOL.

Estudante do quarto semestre de publicidade, Phillips abandonou o estágio que fazia e tem se dedicado exclusivamente a escrever, dublar, editar e criar músicas para “Girls in The House”. Há dois meses, ele estreou um spin-off da atração, o “Disk Duny”, em que as protagonistas resolvem tretas do pop. Com mais de 2 milhões de acessos, “Kim Expõe Taylor” é o maior sucesso até o momento. No episódio, Duny e Priscilão apaziguam a briga entre Kim Kardashian, Taylor Swift e Kanye West sobre a música “Famous”. Em seguida vem “Cativeiro da Beyoncé”, trama inspirada no boato de que Beyoncé havia sequestrado Sia e a obrigado a compor músicas.

Reprodução/RaoTV
Alex e Duny em cena da websérie "Girls in The House" Imagem: Reprodução/RaoTV
“O boom do canal foi em junho e aí criei o Disk Duny para viralizar ainda mais. Fico bem atento às piadas que estão rolando na internet e muita gente vem me pedir: ‘Bota a Britney Spears, bota a Lady Gaga, bota a Katy Perry, bota a Rihanna’. Eu tento ver isso e agradar todo mundo”, conta Raony que demora entre 9 e 10 dias para finalizar um episódio.

“A parte mais fácil é dublar e o que dá trabalho mesmo é a edição”, diz. A demora entre o lançamento de um vídeo e outro, deixa os fãs nervosos e não é raro ver comentários nas redes sociais de pessoas exigindo que Raony trabalhe. “Esses dias eu postei uma foto com a minha avó no Instagram e as pessoas vieram perguntar ‘cadê o episódio'”, diverte-se.

Seguido por mais de 70 mil pessoas no Twitter, ele conta que a interação com os espectadores é essencial para a produção de “Girls in The House”. “Fui modelando porque a gente tem que prestar atenção no público que está assistindo. Foi muito bom quando eu descobri que a maioria do público era LGBT, para mim foi uma honra porque o público gay é um dos melhores para abraçar o que vira meme na internet”, afirma.

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