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Ex-continuísta, atriz que faz Bruna Surfistinha já recusou cena de beijo

Divulgação
Maria Bopp vive Bruna Surfistinha na série "Me Chama de Bruna" Imagem: Divulgação

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

07/10/2016 07h00

Era o ano de 2009, e Maria Bopp, então estudante de Audiovisual, fez sua estreia no mundo da figuração. A hoje intérprete de Bruna Surfistinha na série "Me Chama de Bruna", no canal Fox1, queria conhecer de perto como funcionava um set de filmagem e conseguiu um trabalho no filme "As Melhores Coisas do Mundo", de Laís Bodanzky. Conversando com uma produtora de elenco, teve a chance de fazer uma cena maior, que envolveria um beijo, numa festa. Recusou. 

"Agradeci, mas eu não quis. Fiquei com vergonha", lembra a paulistana de 25 anos, que protagoniza sequências de nudez e sexo na TV a partir deste sábado, às 22h.

No entanto, desta vez, a vergonha não aconteceu. Depois de uma experiência como atriz na série "Oscar Freire 279", do Multishow, onde conheceu a diretora Márcia Faria, do laboratório ouvindo relatos reais de prostitutas e do encontro com Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha da vida real, Maria ficou mais confiante. 

Arquivo pessoal
Maria Bopp no set da série "Psi", da HBO, em que trabalhou como continuísta Imagem: Arquivo pessoal

A mudança de postura se justifica: há sete anos, ser atriz não passava pela cabeça da jovem, nem quando ela usava as roupas da bisavó e a imitava em família ou quando apresentava peças na escola. Maria queria mesmo ser diretora e, enquanto priorizou os estudos, trabalhou como continuísta em séries como "O Negócio" e "Felizes para Sempre?" e em longas como "Mundo Cão". Quando surgiu a oportunidade de fazer o teste para viver Bruna, em maio do ano passado, hesitou antes de largar uma carreira por uma possibilidade. 

"Queria fazer o teste, mas tava com muito medo de ouvir um não e não queria fechar uma porta com a Márcia. Achava muito improvável passar, não atuava há quatro anos. Recebi de um amigo o incentivo que eu precisava, fiz o teste e foi muito bom. Senti que mandei bem, saí dali querendo muito fazer o papel", disse ela, que teve dois meses e meio de preparação antes de começar a filmar, em outubro.

Então hoje ela já se considera uma atriz? "Ainda hesito em dizer isso. Tenho que comer muito arroz com feijão. Fiz alguns cursos, mas preciso estudar mais, fazer uma imersão, não só teórica, mas ter outras experiências, aprender outros métodos. Vejo na própria série mulheres experientes do cinema e do teatro, premiadas, eu ficava um pouco intimidada, no bom sentido. Eu dizia: 'Vamos lá, Maria, você tem que bancar'", recorda ela, citando as colegas Carla Ribas, Nash Laila, Luciana Paes e Stella Rabelo como exemplos.

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A atriz viveu Zazá na série "Oscar Freire 279", exibida em 2011 no Multishow Imagem: Divulgação

Maria diz que o pai chegou a declarar que ia ter um pouco de dificuldade de assistir a algumas cenas. "Mas ele já assistiu ao primeiro episódio e adorou, ficou orgulhoso", conta ela, feliz com o apoio da família. 

Hoje ela já encara a nova função como um futuro. "Já disse não para algumas propostas de trabalho como continuísta. É importante concentrar as energias numa coisa só, por mais que dê medo de mudar, de começar uma carreira nova engatinhando. Mas isso também me anima, também me move", analisa.

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