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Nova série indie da Netflix, "Easy" retrata casais modernos e sexo real

Cena de "The F**cking Study", primeiro episódio da série "Easy"  - Divulgação/Netflix
Cena de "The F**cking Study", primeiro episódio da série "Easy" Imagem: Divulgação/Netflix

Natália Guaratto

Do UOL, em São Paulo

08/10/2016 07h00

Se você gostou de “Master of None” e “Love”, pode colocar “Easy” na sua lista do que assistir nos próximos dias. A atração chegou ao catálogo da Netflix há duas semanas com publicidade bem menor do que as festejadas estreias do mês, “Narcos” e “Luke Cage”.

Passada em Chicago, “Easy” é uma antologia de oito histórias de relacionamentos com diferentes características e dramas. Os episódios narram desde a sem graça vida sexual de um casal hétero na casa dos 40 até a excitante e desafiadora relação de jovens lésbicas em início de namoro.

A série aborda os relacionamentos modernos e tem cenas de sexo bem realistas. Há orgasmos, sequências libidinosas e até um ménage à trois com participação de Orlando Bloom, mas há também transas monótonas, desconfortáveis e alcoolizadas.

Easy  - Divulgação/Netflix  - Divulgação/Netflix
Kiersey Clemons e Jacqueline Toboni vivem um casal apaixonado no episódio "Cinderela Vegana"
Imagem: Divulgação/Netflix
Apesar de representar casais de orientações sexuais, idades e níveis de comprometimento diferentes, “Easy” fala de amor e sexo com uma linguagem simplificada e bem fácil de se identificar. A atração aborda ainda temas importantes e universais da vida a dois.

Em “Cinderella Vegana”, por exemplo, Chase (Kiersey Clemons) se apaixona por Jo (Jacqueline Toboni) e para agradá-la começa a mudar a própria personalidade, fazendo coisas que a namorada curte, por exemplo, parar de comer carne, pedalar e lutar pelos direitos das mulheres.

Já no episódio “Brewery Brothers”, o tema é a quebra de confiança e cumplicidade entre um casal.  Prestes a ser pai, Matt (Evan Jonigkeit) está infeliz no trabalho e decide abrir uma cervejaria ilegal com o irmão, mas esconde o empreendimento da mulher, Sherri (Aya Cash).

A afinidade entre relacionamentos e tecnologia tão presente na atualidade também aparece. Em “Arte e Vida”, há o quadrinista que sempre se inspirou na vida real incomodado quando tem a intimidade exposta na internet. Já em “Utopia”, um casal decide usar o Tinder para procurar uma parceira disposta a participar de um ménage à trois.

O diretor de “Easy”, Joe Swanberg, é conhecido por seguir o movimento mumblecore, gênero de filmes independentes que usa iluminação ambiente e diálogos improvisados. Ele dirige o filme “Um Brinde à Amizade”, com Olivia Wilde, e Anna Kendrick, também disponível na Netflix.

Easy 2 - Divulgação/Netflix  - Divulgação/Netflix
Malin Akerman e Orlando Bloom vivem casal em busca de uma parceira para um ménage à trois em "Easy"
Imagem: Divulgação/Netflix