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"Walking Dead" retorna com duas mortes e vilão mais produtivo da história

Divulgação/AMC
Negan (Jeffrey Dean Morgan) faz uni-duni-tê para escolher suas vítimas em cena da sétima temporada de "The Walking Dead" Imagem: Divulgação/AMC

Natália Guaratto

Do UOL, em São Paulo

24/10/2016 00h46

ALERTA DE SPOILER: SE VOCÊ NÃO QUER SABER O QUE ACONTECEU NO PRIMEIRO EPISÓDIO DA SÉTIMA TEMPORADA, NÃO PROSSIGA!

São poucas as séries da atualidade que conseguem equilibrar expectativa versus realidade como “The Walking Dead” fez neste domingo (23). Ao retornar para sua sétima temporada, a atração, exibida pela AMC nos EUA e simultaneamente no Brasil pelo Canal Fox, não só cumpriu a promessa de dilacerar um personagem querido de sua trama, como fez isso em dose dupla. E ainda aproveitou para estabelecer o vilão que tem tudo para ser o mais tenebroso de sua mitologia.

Já esperada pelos fãs, a morte de Glenn (Steven Yeun), personagem que também morreu nos quadrinhos em que “The Walking Dead” é inspirada, não chegou a ser surpreendente. O que fez muita gente perder o fôlego foi o modo pesadíssimo como Negan (Jeffrey Dean Morgan) conduziu sua primeira carnificina.

Não foi só uma questão de desferir golpes de Lucille, o taco de beisebol carinhosamente chamado de “minha menina”, mas também do tom macabro que o vilão trouxe para a história. “Seu olho até pulou para fora”, divertiu-se, destruindo o cérebro de Glenn, com os gritos de agonia de Maggie (Lauren Cohen), a namorada grávida do personagem, como trilha sonora.

Menos impactante, a despedida de Abraham (Michael Cudlitz), também com pauladas, cumpriu seu papel: mostrar que Negan veio para acabar até mesmo com o mais macho alfa dos sobreviventes. Nesse sentido, foi interessante ver a impermeabilidade do vilão ao ouvir um “chupa meu p...” de sua vítima com a cabeça recém atacada. Ali soubemos que Negan não é qualquer bad boy. O sadismo está acima da maldade e do poder, e, nas palavras dele: "Bem-vindos a um novo começo, seus desgraçados”.

Reprodução/AMC
Glenn (Steven Yeun) encara o taco de beisebol de Negan (Jeffrey Dean Morgan) em "The Walking Dead" Imagem: Reprodução/AMC

"Foi um dia produtivo"

Dono absoluto do episódio, Negan, em atuação impecável de Dean Morgan, poderia ter saído dos primeiros vinte minutos com a plaquinha de funcionário (maldito) do mês, mas o líder dos Salvadores quis mais.

Em uma virada que surpreendeu até mesmo os fãs mais conformados com tragédias, o vilão humilhou Rick, obrigando-o a quase decepar o braço do próprio filho, Carl (Chandler Riggs), não sem antes comparar a amputação ao corte de uma "fatia de salame".

Em sintonia com acontecimentos dos quadrinhos, já era esperado que Rick perderia uma das mãos. Embora tenha poupado a audiência do choque de um desmembramento, Negan pareceu satisfeito. "Hoje foi um dia produtivo", disse ele, que ainda levou Daryl (Norman Reedus) como refém e prometeu cortar o adorado motoqueiro em pedacinhos.

Embora trágico, o episódio não deixou de ser recompensador, mérito total de Maggie. Grávida e prestes a perder o filho, ela chamou a culpa de os sobreviventes terem sido capturados por Negan na floresta para si. Apesar da ameaça de Rick e do ataque pouco eficaz de Daryl, foi dela a voz de resistência que tirou personagens e espectadores da paralisação. "Precisamos ir atrás dele", disse ela, num misto de transe e desejo de vingança.

Violenta, surpreendente e emocionante na medida certa, "The Walking Dead" encerrou seu retorno deixando os fãs tão famintos (por episódios) quanto o zumbi cambaleante da cena final por restos mortais. Que venham os próximos.

Fãs se desesperam com mortes de "Walking Dead"; confira as reações

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