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Fogaça atribui gafes do "MasterChef: Profissionais" a nervosismo dos chefs

Moacyr Lopes Junior / Folhapress
O chef Henrique Fogaça diz que nível dos candidatos do "MasterChef" vai subir nos novos episódios Imagem: Moacyr Lopes Junior / Folhapress

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

25/10/2016 18h27

Desde a sua estreia, o “MasterChef: Profissionais” tem sido criticado nas redes sociais pelo desempenho, digamos, pouco profissional dos candidatos. Em três semanas, eles cometeram erros como servir peixes com espinha, deixar a carne passar do ponto e misturar ingredientes pouco compatíveis. Mas para o jurado Henrique Fogaça, os erros se deveram mais à pressão do programa do que a uma possível falta de preparo dos competidores.

“Foi o primeiro dia de gravação, estava todo mundo nervoso, aquela coisa nova, aquele monte de luz de câmera. Sinto que no primeiro e no segundo programas ainda tem essas coisas de ‘Pô, esses caras são profissionais?’, mas depois eles foram se familiarizando e ficando mais à vontade”, disse o chef e jurado ao UOL nesta terça-feira (25), mesmo dia em que vai ao ar o quarto episódio da temporada.

De acordo com Fogaça, o nível dos participantes irá subir nos próximos episódios: “Acho que a partir de agora o programa fica sem esses imprevistos e sem essas questões das pessoas. São bons profissionais. Tinha algumas pessoas ruins, lógico, mas tem gente boa ali”.

Brigas na cozinha

O “MasterChef: Profissionais” também tem chamado atenção pelo clima mais pesado entre os candidatos, que discutem frequentemente nas provas. No terceiro episódio, por exemplo, a briga foi entre Ivo e Priscylla, que se desentenderam após ela reclamar da montagem da sobremesa.

Fogaça vê com naturalidade esses desentendimentos entre os candidatos. “O Ivo trabalha há 25 anos. As pessoas já estão no ramo, têm restaurante, já rodaram em cozinha, estão lá para ganhar o prêmio... vai rolar umas tretinhas na edição, faz parte”.

O ambiente da cozinha, aponta o chef, também contribui para o aumento da tensão – dentro e fora do reality. E ele mesmo já chegou a brigar com seus subordinados por conta de erros, já que em um restaurante é necessário que todos os pratos sejam padronizados.

“Cozinha tem que ser padrão, os cozinheiros vão reproduzindo [o prato]. Se eu mostrei umas coisas, eu viro as costas e o canalha está fazendo outra coisa, eu fico louco da vida. Mas eu não humilho as pessoas. Vou brigar com ele naquele ponto determinado. Esse cara geralmente vai embora da minha cozinha. Mas cozinha é isso: um ambiente tenso, você se queima, você se corta, tem tempo, tem um monte de gente esperando a comida. Não é um mito [a imagem do chef que grita]. Cozinha não é glamour”.

O nível de grosseria, porém, varia de quem comanda a cozinha. “Depende do chef. Eu sou bom pra trabalhar. Se está todo mundo na pegada, a coisa anda. Se alguém pisa na bola, eu já ponho essa pessoa no lugar dela, mas dentro do profissional. Não humilhar, desmoralizar a pessoa”. 

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