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Valentão em "Supermax", Bruno Bellarmino diz que tem medo de assombração

Duvulgação/Tv Globo
Bruno Bellarmino interpreta Luisão de "Supermax" e diz que não é reconhecido nas ruas Imagem: Duvulgação/Tv Globo

Ana Cora Lima

Do UOL, no Rio

25/10/2016 09h48

Na minissérie “Supermax”, Luisão é um dos primeiros a tentar descobrir o que existe além dos corredores e becos escuros da prisão do reality show. Quem vê o ex-lutador de MMA sem um pingo de medo dos acontecimentos sobrenaturais já mostrados no seriado não imagina que Bruno Bellarmino, ao contrário de seu personagem, tem pavor de assombrações.

"Morro de medo de fantasmas e de coisas relacionadas às forças ocultas porque cresci ouvindo sobre lendas e crendices. Tenho pavor de assombrações. O lado bacana desse trabalho é poder não só contar uma história e também descobrir novos gêneros para dramaturgia brasileira como o sobrenatural, o cruel, a maldade e o horror. Trabalhos tão verdadeiros e pontuais como ‘American Horror Story’ ou ‘The Walking Dead’, por exemplo, mas com gente nossa."

No ar há pouco mais de um mês, Bruno admite que, exceto sua família, amigos e vizinhos da rua em que mora no bairro de Bela Vista, em São Paulo, raríssimas são as pessoas que o reconhecem como intérprete de um dos principais bad boys na trama do diretor José Alvarenga Jr. E o assédio zero não entristece o ator. Pelo contrário, ele até encara com bom humor.

“Se eu me vejo na televisão, não me reconheço, imagina os outros. Sabia que as pessoas vão nas minhas redes sociais e dizem que estou querendo aparecer nas costas de um outro ator?”, gargalha o pernambucano, que entrega o nome do colega de profissão que muitos acreditam ser o verdadeiro Luisão: “O Milhem Cortaz. Outro dia, ele me disse que anda cansado de dizer que não está no elenco de ‘Supermax’ e eu morri de rir”, conta sobre o colega, no ar como o Calebe em "A Terra Prometida" (Record).

Bruno assume que, além do visual – o cabelo raspado nas laterais – buscou outros elementos para compor um personagem tão diferente, como o jeito de andar, de encarar as pessoas e até o sotaque.

Divulgação / Supermax / Gshow
Bruno como Luisão e, ao lado, durante o lançamento de "Supermax": ator diz ser confundido com Milhem Cortaz Imagem: Divulgação / Supermax / Gshow
“Luisão é pernambucano como eu, mas é um cara contemporâneo, viajado e aí achei melhor dar uma neutralizada para que quem assistisse à série em Uruguaiana, no Rio Grande Sul, por exemplo, entendesse o meu 'pernambuquês', que é bem difícil de se entender”, explica Bellarmino, que em outros papéis também busca se distanciar bastante do personagem.

“Para mim, o ator é um contador de histórias e por isso eu procuro separar esse corpo, a fim de que ele seja é real para quem está filmando, para a câmera que está captando as imagens e para quem está vendo essa pessoa. E é isso que me dá um puta tesão.”

Pernambucano de Olinda, Bruno participou de oficina de teatro quando era adolescente. Pensou em ser ator, mas por pressão da família para ter um emprego com carteira assinada, começou como vendedor de uma empresa multinacional e em dez anos chegou a supervisor de vendas. “Eu ganhava muita grana, mas estava infeliz. Bateu uma crise, joguei tudo para o alto. Isso foi há sete anos e um dia li um anúncio de que uma produtora que estava precisando de figurantes para o filme ‘Paraísos Artificiais’. Chegando lá, me ofereceram um papel no elenco de apoio e descobri que o que eu quero mesmo da vida é seguir essa estrada."

Autodidata, Bruno lê e pesquisa tudo sobre interpretação, posicionamentos de câmeras e expressão corporal e diz que se espelha em vários atores nordestinos como Lázaro Ramos, Wagner Moura, Irandhir Santos. “Eu vejo a atuação como uma coisa mais natural e instintiva, mas quero fazer cursos, oficinas e participar de leituras de textos. Sou um operário da arte”, explicou ator, que fez vários trabalhos para os canais HBO, Warner e Universal Channel e agora comemora sua estreia "real" na Globo. Antes, ele tinha feito uma no primeiro capítulo na minissérie 'Os Experientes', do Fernando Meirelles, em 2015. “Luisão é o primeiro personagem mesmo e desde que eu li o texto para os testes, eu sabia que ele seria meu. Me prometi que só não o faria caso morresse antes das gravações."

Reprodução/Instagram/@brunobellarmino
Bruno foi vendedor de uma empresa multinacional e em dez anos chegou ao cargo de supervisor de vendas Imagem: Reprodução/Instagram/@brunobellarmino
Spoiler sobre fim de Luisão
Com tudo já gravado desde o início, Bellarmino ainda lamenta o desfecho de Luisão, que morre antes mesmo do último capítulo. “Queria que ele saísse vivo, mas quando vejo a epopéia dele, que morre defendendo os companheiros, fico até orgulhoso. Me arrebentei de chorar com o final, que é triste, muito dolorido, mas muitas vezes as pessoas padecem na vida real e isso que acho interessante no ‘Supermax’, de não ter finais felizes”, adianta.

Daqui a duas semanas, a ator começar a gravar no sul do Brasil as primeiras cenas do filme “Mortos não Falam”, com Daniel Oliveira e Fabíula Nascimento, um longa que também aborda o sobrenatural. Bruno ri da coincidência e diz que espera fazer mais televisão no próximo ano. Mas confessa que não quer fazer trabalhos só por fazer. “Estou com 35 anos e não estou buscando uma fama efêmera. Se eu quero ter maturidade na vida, como eu posso escolher mal os meus trabalhos? Quero ser um contador de histórias, sim, mas de boas histórias."

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