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"Os homens têm inveja de mim", diz José Mayer sobre fama de pegador

Reprodução/Gshow
José Mayer vive o vilão Tião Bezerra em "A Lei do Amor" Imagem: Reprodução/Gshow

Ana Cora Lima

Do UOL, no Rio

27/10/2016 11h16

Ele recusa o título de vilão de "A Lei do Amor". Diz que a credencial de galã não lhe pertence mais, ficou no passado. Mas José Mayer concorda que a fama de maior pegador da televisão brasileira é sua e ninguém tasca. Aos 68 anos, com quase cinco décadas na carreira, ele gargalha ao confidenciar que ainda sente na pele a inveja dos homens onde quer que ele vá.

"Os homens têm inveja de mim. Eles falam isso direto e aí eu levo na esportiva, brinco dizendo que agora eu vou pegar todos. Muitos homens se identificam com essa fama de maior pegador da Globo e o auge disso foi em "Presença de Anita". Eles morrem de inveja de mim", entrega o ator que, no entanto, admite que teve uma época que não encarava tão bem ser visto como um ícone de macho. "Pensei que fosse o fim da minha carreira, mas vi que não porque era algo carinhoso e afetivo."

É nessa relação de afetividade - e de desejo do público feminino - que José Mayer aposta em uma torcida a favor de seu personagem na novela de Maria Adelaide Amaral e Vicent Villari. Nos próximos capítulos, Tião Bezerra vai mostrar definitivamente a que veio na trama. "Sinceramente acho que a maior vilã de 'A Lei do Amor'  é a Magnólia [personagem da Vera Holtz], e eu sou um vilão miúdo. Para falar a verdade, o que estou tentando fazer agora é um homem comum que por motivações específicas pratica o mal, mas que pratica o bem também. Essa dualidade faz parte do ser humano porque ninguém é completamente bom e nem completamente mau. Tião é um cara que a gente pode encontrar em qualquer esquina."

Só que tem uma característica do seu atual papel que José Mayer acha difícil de ser tão comum nas pessoas: a aceitação da infidelidade "Que homem no Brasil segura a situação de corno com tanta facilidade? Que homem conversa com o oponente na cama e não parte para a porrada? Não estou dizendo que seja necessário chegar a extremos, mas é inusitado. Não é educativo, mas é exemplar nesse sentido", explica o ator. Na trama, Tião vai fazer de tudo para manter o casamento com Helo (Claudia Abreu) e se vingar de Magnólia.

Renato Rocha Miranda / Globo
Na próxima semana, vai ao ar o esperado beijo entre os vilões Tião (José Mayer) e Mág (Vera Holtz): "Não economizamos não", brinca ator Imagem: Renato Rocha Miranda / Globo
Na semana que vem, vai ao ar o tão esperado beijo entre Tião e Magnólia. A cena já foi gravada e o ator adiantou que não foi um beijo técnico. "Ainda estou com o gosto da Vera Holtz na boca. A gente não economizou, não, para passar esse sentimento de amor, ódio, vingança. A relação dos dois é bem isso. Está sendo muito bacana trabalhar com parceiras como a Vera e a Cacau (Claudia Abreu).

Mudança de fase
Sobre a polêmica envolvendo a escalação do ator Thiago Martins como Tião Bezerra na fase intermediária da novela, José Mayer assume que pediu à direção para manter o ator um pouco mais envelhecido quando casa com Helô e explicou o motivo. "Achei legal o Tião Bezerra interpretado por Thiago Martins receber das mãos do Chay Sued a Isabelle [Drummond] porque temia uma rejeição, temia parecer coisa de pedófilo. Seria esquisito, eu aos 60 e muitos anos receber uma jovem de 20 e poucos. Tive um certo cuidado para fazer a passagem desse bastão romântico. Eu gostei de solução. Sem falar que novela por natureza é uma obra de fantasia. Se você for cobrar verossimilhança de uma novela você simplesmente não vê mais."

No ar na novela das 21h, José Mayer também aparece no canal pago Viva interpretando Edson em "A Gata Comeu", novela exibida em 1985. Foi um dos primeiros trabalhos do ator na Globo e um dos poucos que ele reviu recentemente. "Eu procuro não ver nada do que fiz. Não vi 'Meu Bem, Meu Mal' e nem 'Laços de Família', que passaram recentemente, porque eu tenho certo receio do passado, de ficar prisioneiro das boas memórias. Tento o máximo possível me inserir no presente e não é pieguice dizer que o melhor lugar do mundo é aqui e agora."

Com os pés fincados no presente, Mayer diz assistir a Tião Bezerra todos os dias para avaliar a sua atuação, ver possíveis caguetes, acompanhar a relação entre os personagens e tentar se reconhecer --coisa que ele não consegue ver na reprise da trama de 31 anos atrás. " Achei interessante, mas falei pra mim mesmo 'Esse cara não sou mais eu, esse cara não existe mais'. Me vi todo serelepe saindo da lancha, todo saltitante e estranhei. Mas era o início e de lá pra cá tudo mudou."

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