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Milton Cunha prevê "Carnaval da crise": "Todo mundo reclamando"

Estevam Avellar/Divulgação/TVGlobo
Milton Cunha posa com seus sapatos de cristal confeccionados especialmente para o quadro Enredo e Samba do "RJTV" Imagem: Estevam Avellar/Divulgação/TVGlobo

Natália Guaratto

Do UOL, em São Paulo

28/11/2016 07h00

Ainda faltam 90 dias para o Carnaval, mas o comentarista Milton Cunha já está no clima da folia, ou como ele prefere dizer, da “fuzarca do povão”. Munido de uma coleção de sapatos de cristais, ele reestreia nesta segunda-feira (28) o quadro Enredo e Samba. A bordo de uma nave espacial que chegou na Terra para conhecer a festa brasileira, ele mostrará os preparativos das escolas cariocas para o “RJTV – Primeira Edição”.

Depois de visitar os 12 barracões e saber com detalhes o que cada agremiação do Grupo Especial vai levar para a Marquês de Sapucaí, Cunha dá o veredito: “Amada, vai ser um deboche só”. Em entrevista ao UOL, o carnavalesco, que se define como um “fio desencapado soltando 205 volts para tudo quanto é lado”, ressalta os efeitos da recessão na festa. Para ele, 2017 vai ser um ano “animadíssimo, mas visualmente mais contido”.

“Está todo mundo reclamando de dinheiro. Não vai ter o patrocínio federal da Petrobras, nem vai ter o patrocínio estadual. É uma perda grande, então os carnavalescos estão de cabelos em pé”, afirma Cunha. A falta de dinheiro vai ser percebida nas fantasias e alegorias. “É o Carnaval da crise, não vai se comprar o importado por causa do dólar caríssimo. Não vai ter raio laser nem efeitos especiais”, adianta.

Estevam Avellar/Divulgação/TV Globo
Milton Cunha aposta em homenagem da Grande Rio para Ivete Sangalo: "Aplausos garantidos" Imagem: Estevam Avellar/Divulgação/TV Globo
Cunha, no entanto, está confiante de que as escolas vão se superar “na alegria e na raça”. “É um Carnaval de alta qualidade. Não tem enredo caça-níquel. Os 12 enredos têm uma envergadura cultural muito grande”, avalia. Na opinião do carnavalesco, uma forte candidata ao título é a Grande Rio, que homenageará Ivete Sangalo. “Ela é pop, né? Das cantoras atuais do Brasil ela é a rainha, e quando você traz uma pessoa tão carismática quanto Ivete realmente os aplausos são garantidos”.

O Salgueiro, com a Divina Comédia do Carnaval, e a Beija-Flor, que cantará sobre o romance “Iracema”, também estão entre as apostas de Cunha.  “O melhor enredo do ano é a São Clemente. Rosa Magalhães traz a história de um ministro ladrão que roubou o povo da França e construiu o Palácio de Versalhes. E aí qualquer semelhança com a política brasileira será mera coincidência”, diz.

O carnavalesco também acredita que haverá espaço para manifestações políticas durante o Carnaval. “Acho que quando o povo se reúne para beber, cantar e dançar, a crítica fica incontrolável. Daqui para frente, onde se reunir o povo, onde tentarem falar de política o protesto vai se armar”, diz.

“Eu reajo naturalmente”

Estevam Avella/Divulgação/TV Globo
Milton Cunha fala sobre seu estilo de comentar o Carnaval na Globo: "Chamo de gostosa, falo que está horrível e torço" Imagem: Estevam Avella/Divulgação/TV Globo
Há seis anos participando das transmissões do Carnaval pela TV Globo, Cunha já se acostumou a virar meme na internet. A aproximação com a web, ele explica, aconteceu porque o público se identifica com a espontaneidade de suas falas. 

“Eu reajo naturalmente. Sou um ser humano que não ensaiou. Eu chamo de gostosa, falo que está horrível e torço. E tudo o que a rede social quer é o não ensaiado”, explica. “A internet não me respeita, é uma fuzarca junto comigo. Todas as loucuras que eu falo, eles falam também. Então é uma palhaçada, né? A rede social não quer aula de ciência, não quer marcha militar e quando uma louca como eu fica reagindo naturalmente ao seu amor ao Carnaval é perfeito para a papagaiada da rede social”.

Apesar do bom humor, Cunha enfrentou no ano passado críticas de Paulo Barros por seus comentários. O carnavalesco da Portela chegou a dizer que a TV Globo dá o microfone para "qualquer um falar". O episódio, conta o comentarista, ainda não foi superado. “Ele não me recebeu no barracão dele”, afirma.

Em defesa própria, o carnavalesco afirma que a função do comentarista é comentar. “Não pretendo ser uma voz autoritária no Carnaval. Eles me deploram do lado de lá e eu faço a tréplica. Esse debate eu acho natural, acho democrático. Ele tem todo o direito de me detonar e eu tenho todo o direito de não gostar. O jogo é jogado, essa é a realidade, e vamos para frente”, conclui.

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