Game of Thrones

"Quero ver Cersei sofrer", diz Natalie Dormer sobre futuro de "GoT"

Reprodução/HBO
Cersei (Lena Headey) no Trono de Ferro no último episódio da sexta temporada de 'Game of Thrones' Imagem: Reprodução/HBO

Natália Guaratto

Do UOL, em São Paulo

01/12/2016 20h31

Morta no season finale da sexta temporada de "Game of Thrones", a rainha Margaery Tyrell não poderá mais encantar os fãs da série. O mesmo não se pode dizer de sua intérprete, Natalie Dormer. Atração principal do painel de "Game of Thrones" apresentado nesta quinta-feira (1º) na CCXP, a atriz britânica chegou dizendo "Oi, tudo bem?" e deixou fãs apaixonados ao falar com nostalgia de seu papel, se posicionar contra a discriminação de gênero no entretenimento e ainda comparar o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, com Ramsey Bolton, um dos vilões mais cruéis da série.

"Foi triste. Nunca achei que a Margaery ia chegar até o final", disse Natalie ao lembrar seu desfecho na sexta temporada. A rainha morreu após a explosão de uma igreja ordenada por Cersei.

"Agora vou ver a série como vocês, como uma fã", disse Natalie, antes de revelar seus desejos: "Quero ver a Cersei sofrer".

Natalie também contou que era fã de "Game of Thrones" antes de entrar para o elenco da série e que ela acredita que todos que fazem a atração são uma grande família, inclusive os fãs: "Não importa de que pais você é, podemos todos ter nosso coração em Westeros".

Também conhecida por ter interpretado Cressida em "Jogos Vorazes", Natalie comemorou a recente onda de obras protagonizadas por mulheres fortes.

"A onda está virando. Você vê coisas como 'Jogos Vorazes', 'Game of Thrones' e 'Mad Max'. Precisamos dos homens conosco. Acho que agora Hollywood vai entender que é financeiramente viável ter uma história protagonizada por uma mulher."

Questionada se já sofreu discriminação na indústria do entretenimento por ser mulher, a atriz afirmou "não poder comentar sobre políticas internas", mas deu sua opinião. "Eu acredito que se você é um ser humano, não importa se você tem uma vagina ou um pênis, você pode ser protagonista de uma boa história. Eu apenas quero assistir a uma ótima história sobre um indivíduo", afirmou.

Depois de comparar Donald Trump, presidente recém eleito dos Estados Unidos ao vilão Ramsey Bolton, que torturava os inimigos e era intolerante, Dormer terminou o painel se posicionando contra o Brexit e ressaltando a importância da arte no combate contar a desigualdade e as injustiças.

"Temos que lutar contra isso. E qual melhor lugar para fazer isso do que a ficção?", afirmou.

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