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Série de Bruno Mazzeo na Globo brinca com manifestações e "Fora, Temer"

Pedro Curi/Divulgação/TV Globo
Bruno Mazzeo em "Babilônia"; humorista escreve a série "Filhos da Pátria" Imagem: Pedro Curi/Divulgação/TV Globo

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

02/12/2016 16h44

A política brasileira atual é uma inspiração forte em "Filhos da Pátria", série de Bruno Mazzeo que estreará na Globo em 2017. Centrada na vida de uma família carioca logo após a independência do Brasil, a produção terá momentos que remetem inclusive ao "Fora, Temer", grito em oposição ao presidente Michel Temer, alçado ao cargo após o impeachment de Dilma Rousseff.

A Globo exibiu o primeiro trailer da série nesta sexta-feira (2), durante um painel da Comic Con Experience. Nele, o personagem de Johnny Massaro propõe um movimento para derrubar Dom Pedro I e adere às palavras de ordem "Fora, Pedro". Ao ser questionado sobre o que iria ser feito após a derrubada dele, que mal havia começado seu governo, o jovem diz que "o importante é derrubar tudo isso que está aí" – uma clara crítica às recentes manifestações políticas.

Segundo Bruno Mazzeo, a coincidência é proposital. "Quando comecei a ler sobre essa época, a gente vai percebendo como é semelhante. Não só nas questões políticas, mas nas sociais também. A gente pensava em uma coisa daquela época e chegava nos dias de hoje. Nesse ponto, nem há dificuldade, porque está tudo ali", afirmou.

A concepção da série, inclusive, veio da vontade de entender como o Brasil chegou ao que é hoje, contou o humorista. "A ideia surgiu do desejo de tentar entender um pouco por que nós somos assim. Entender um pouco essa identidade brasileira, do jeitinho, isso que a gente está vivendo hoje. Porque tudo o que a gente vive começou lá atrás".

Não à toa, "Filhos da Pátria" iniciará com uma frase clássica de Nelson Rodrigues: "Subdesenvolvimento não se improvisa, é uma obra de séculos".

Além da política, questões sociais atuais também estarão representadas – parte delas com Catarina (Lara Tremouroux), uma jovem que não corresponde às expectativas da época para as mulheres. “Nas questões sociais, a Catarina é uma personagem que a gente trabalhou no pensamento feminista. Na época, nem existia esse nome, as mulheres nem sabiam que podiam fazer tanta coisa, mas já existia esse sentimento”.

Figuras históricas ficarão em segundo plano em relação à família central, encabeçada por Alexandre Nero e Fernanda Torres. “As figuras históricas são citadas, mas não aparecem. O povo não tem acesso aos seus governantes. O seriado passa pela história, mas os personagens históricos tão por ali”, explicou Mazzeo.

Globo investe em séries no estilo gringo e renova programação para 2017

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