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"Não tive nem oportunidade de dialogar", diz Caco Barcellos sobre agressão

Caco Barcellos faz desabafo após agressão - Reprodução/TV Globo
Caco Barcellos faz desabafo após agressão Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

11/12/2016 00h57

Caco Barcellos disse ter ficado "muito triste" após a agressão sofrida enquanto preparava uma reportagem sobre a manifestação de servidores públicos em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O jornalista afirmou que, na ocasião, agressores não lhe deram sequer a oportunidade de dialogar.

Caco e o repórter cinematográfico Luiz Felipe Salé estavam produzindo o material sobre o pacote de austeridade fiscal no Estado para o "Profissão Repórter", quando foram cercados, hostilizados e expulsos por "alguns manifestantes".

Um cone de trânsito e várias garrafas (pet e até mesmo de vidro) foram jogados contra os profissionais, além de serem recebidos com palavras de ordem como "o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo" e gritos de "Golpistas! Golpistas!".

"Estávamos há oito horas gravando, dando divulgação às reivindicações deles [os servidores], não sei exatamente quem me agrediu e [também] nem quis saber. O interessante é que no momento da agressão vieram por trás, não tive nem oportunidade de dialogar, como sempre a gente faz", contou.

"Eu fiquei triste porque já sofri muita violência ao longo de anos de trabalho, mas geralmente quando nós sofremos ela é involuntária, não é exatamente mirando aquele repórter, mas neste caso era sim, era a gente."

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV, a Associação Nacional de Jornais e a Associação de Editores de Revistas repudiaram o ato de violência contra a equipe da Globo.

Em 2013, Caco Barcellos já tinha sido hostilizado por manifestantes em São Paulo. "Na primeira grande manifestação, com 1 milhão de pessoas na rua, e a violência apareceu dessas minorias que acham que ela tem que impor a sua vontade pela força, com a força, e as coisas não são bem assim, não devem ser assim", concluiu.

Após o episódio, ele foi um dos cerca de 150 jornalistas que firmaram um abaixo-assinado reclamando da violência contra os profissionais de imprensa em manifestações.

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