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"The OA" começa em clima de "Stranger Things", mas termina com decepção

Divulgação/Netflix
Prairie Johnson (Brit Marling) e Hap (Jason Isaacs) em cena da série "The OA", da Netflix Imagem: Divulgação/Netflix

Natália Guaratto

Do UOL, em São Paulo

24/12/2016 07h00

Se a série “The OA” fosse uma música, seria “Perfect Illusion”, da Lady Gaga. No melhor estilo “não era amor, era cilada”, o thriller paranormal que chegou à Netflix sem alarde no último dia (16) empolga muito no começo, mas depois de oito longos episódios, acaba por decepcionar no final.

A premissa é bem interessante. Prairie Johnson (Brit Marling) é uma garota paranormal que adquiriu poderes premonitórios na infância após uma experiência de quase-morte que também a deixou cega. Após ficar sete anos misteriosamente desaparecida, ela volta para a casa dos pais adotivos enxergando.

O que será que aconteceu com ela?

A apresentação da história de Prairie, nos dois primeiros episódios, é poderosa e mescla paranormalidade com máfia russa. Como uma versão mais velha da garota Eleven de “Stranger Things”, OA, codinome assumido por Prairie após o desaparecimento, é irresistível. A protagonista tem a inocência insana da Kimmy de “Unbreakeable Kimmy Schimdt” e a bravura da heroína “Jessica Jones”.

Superficialmente, “The OA” é mais uma metáfora da mulher em busca da liberdade, um tema já explorado em tantas outras séries no ar. Além das supracitadas, tem ainda “Orange is The New Black” e “Westworld”. E em tempos de empoderamento feminino e de “se ela pode ver, ela pode ser” é fácil querer acompanhar.

Mas é só porque você já está envolvido demais com a protagonista para desistir de assistir que é possível aceitar o que se segue. Com o desenrolar dos episódios, descobrimos que Prairie foi sequestrada e mantida em cativeiro por Hap (Jason Isaacs), um cientista milionário obcecado por provar a existência de vida após a morte. Além de Prairie, ele mantém outras quatro cobaias humanas, que também tiveram experiências de quase-morte, em uma espécie de aquário montado em seu porão.

Divulgação/Netflix
Rachel, interpretada pela cantora Sharon Van Etten, é uma das companheiras de Prairie no cativeiro de "The OA" Imagem: Divulgação/Netflix
A narrativa então se divide em dois tempos e cenários. O primeiro plano mostra a luta de Prarie e seus amigos cativos (Homer, Scott, Rachel e Renata) para se manterem sãos e fugirem do cativeiro. No segundo, vemos Prarie dividindo seu trauma com quatro adolescentes (Steve, Jesse, French, Buck) e uma professora (BBA). Assim como os espectadores, eles são seduzidos pela excentricidade de Prarie e embarcam em sua trama sem maiores questionamentos. Só para ilustrar: em dado momento, ela diz ser um anjo capaz de curar doenças e trazer pessoas de volta da morte, e todo mundo acredita.

Se para os novos amigos de Prairie está tudo bem fazer muitas concessões apenas para descobrir o final de sua história, para quem assiste vai ficando difícil manter a paciência. “The OA” desanda de vez com a chegada da figura do terapeuta Elias (Riz Ahmed) que coloca em xeque a missão da personagem.

Ela convence os adolescentes e a professora a praticaram movimentos de dança exóticos, alegando que se o grupo fizer a coreografia com “o sentimento certo”, serão capazes de abrir um portal para uma nova dimensão. O objetivo final é salvar Homer, Scott, Rachel e Renata que permaneceram no cativeiro de Hap.

A solução final apresentada por Brit Marling, que além de protagonista divide o roteiro e a direção de “The OA” com Zak Batmanglij, é das mais fracas e quase tão frustrante quanto se a personagem acordasse e descobrisse que toda sua jornada não passou de um sonho.

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