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Produtora de "The Walking Dead" e mais 3 séries diz não ter vida social

Divulgação
A produtora Gale Anne Hurd Imagem: Divulgação

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

18/01/2017 04h00

Produtora executiva de quatro séries no momento - "The Walking Dead", "Fear the Walking Dead", "Falling Water" e a inédita "Lore" -, Gale Anne Hurd conversou com o UOL por telefone, em trânsito, pouco depois de atravessar a fronteira do México, onde acompanhou as gravações de "Fear", para os Estados Unidos. Parece muita coisa para dar conta ao mesmo tempo, mas ela garante que consegue se organizar sem problemas.

"Minha filha já é crescida, ela está com 25 anos, eu tenho um marido muito compreensivo e não tenho nenhuma vida social. E tenho muitas milhas!", brinca ela, também envolvida na finalização de um documentário e dedicada a colocar em dia os filmes indicados ao Oscar para dar seu voto, como membro da Academia.

Divulgação/AMC
Cena da sétima temporada de "The Walking Dead" Imagem: Divulgação/AMC

Com mais de 30 anos de carreira no cinema e na TV, Gale não se arrisca a bater o martelo sobre um fim para o fenômeno "TWD", por exemplo ("O sucesso das HQs mostra que ainda há muitas histórias boas a serem contadas"), e diz que segredo mágico para conseguir um hit não há, mas é possível estar atento a alguns detalhes. Divulgação é um deles, mas não o único.

"É importante ter histórias atraentes, com personagens com quem as pessoas possam se identificar. O público quer variedade. Uma série não tem que ter apelo para todo mundo. Hoje são poucas as que conseguem 20 milhões de espectadores, antigamente era muito comum. Agora, as pessoas podem escolher suas séries favoritas, podem fazer maratonas, ver num fim de semana e seguir para outro programa. Elas são capazes de achar muito mais séries pelas quais vão se interessar", afirma a produtora, que curte assistir ao "The Voice" e às séries "The Americans", "Homeland" e "The Man in the High Castle".

"Falling Water", exibida nos Estados Unidos pelo canal USA e agora disponível no Brasil pela Amazon, é uma que pode se beneficiar da prática do bingewatching (como é chamada a prática de assistir a vários episódios de uma vez), acredita Gale. A história gira em torno de três personagens que não se conhecem, mas descobrem que possuem algum tipo de conexão através de seus sonhos.

Tess (Lizzie Brocheré) busca um suposto filho desaparecido, Burton (David Ajala) está à procura da misteriosa mulher que só existe em sua imaginação e Taka (Will Yun Lee) tenta se reconectar com sua mãe catatônica.

"Os cientistas dizem que só usamos entre 10 e 20 por cento do nosso cérebro. Há tanto potencial inexplorado, e acredito que nosso subconsciente é mais poderoso do que acreditamos", diz ela.

Essa conexão entre pessoas desconhecidas também é tema de séries recentes como "The OA" e "Sense8", ambas da Netflix. Haveria algum significado nisso?

"Acho que há algo no nosso zeitgeist ('espírito do tempo', em alemão). Existe uma mensagem poderosa e esperançosa de que estamos todos conectados. Existem ligações sobre as quais não temos consciência que poderiam nos aproximar ou nos separar. É algo que as pessoas criativas apreenderam e agora podemos ver na TV. Christopher Nolan também fez algo assim em 'A Origem'. O interessante é que a história dessa série foi escrita anos atrás, antes de todos esses", analisa.

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