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Marcos Breda fala da emoção de atuar com o filho de 10 anos em novela

Arquivo pessoal
Marcos Breda e o filho, o também ator Daniel Breda, na cidade cenográfica de "O Rico e Lázaro" Imagem: Arquivo pessoal

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

23/03/2017 04h00

Depois de 36 anos de carreira, Marcos Breda ficou nervoso em cena. O motivo tem nome e sobrenome (em comum): seu filho, Daniel Breda, que faz sua estreia na TV em "O Rico e Lázaro". Nos primeiros dez capítulos da novela bíblica, o menino é Matias, filho do rabino Ravina, personagem de Marcos. Os dois trabalharam juntos por três meses e o pai acabou ocupando uma nova função no set: uma espécie de "coach" informal, como ele mesmo fala.

"É muito difícil para mim dividir as coisas, fico mobilizadíssimo. Tenho que dar conta da minha função naquela cena e fico tentando ajudá-lo. Sei a correria que é, de quantas coisas o diretor tem que dar conta ao mesmo tempo. E um ator novato frequentemente fica meio perdido. Quando eu não estava em cena, entrava em pânico, porque não tem muito o que fazer: é dar palpite e depois torcer para que as coisas saiam bem. Quando é meu filho que está em cena, fico nervoso, com as mãos suando. É uma experiência absolutamente arrebatadora e comovente. Nunca passei por nada igual", diz o ator de 56 anos.

Daniel contou com preparação de elenco ao lado dos outros atores mirins da trama. O menino, que faz aulas de teatro há um ano, ganhou uma indicação para um teste por causa do pai. "Ele foi aprovado e não tive nada a ver com isso. Ele foi escolhido graças ao trabalho dele e fiquei muito feliz. Pensei que meu olhar de pai pudesse estar interferindo na minha capacidade de julgamento, mas ele foi aprovado por pessoas que não têm essa preferência afetiva."

Arquivo pessoal
Marcos Breda, 56, e Daniel, 10, também são pai e filho na ficção: eles dão vida ao Rabino Ravina e Matias na primeira fase da novela Imagem: Arquivo pessoal

E o teste não foi moleza, revela o jovem ator. Durante a entrevista ao UOL, ele estava concentrado no seu jogo de videogame. Depois de alguma relutância em largar a partida - e uma cobrança do pai -, ele topou falar sobre as primeiras impressões da profissão.

"Senti uma pressão gigante, mas foi divertido também. Dá um pouquinho de ansiedade. Foi meu segundo teste, o primeiro foi para um comercial e eles não falaram se a gente passou ou não. Isso é chato", contou.

Daniel diz que gosta de se ver na TV ("Eu sei todas as falas") e já conta até com um fã-clube, herdado do colega Fernando Sampaio, que vive Matias na segunda fase. "É loucão, eu não consigo descrever como é. Não tenho Instagram, mas eu respondo as mensagens no celular do meu pai", diz ele.

Entre suas referências na profissão, ao lado de Harrison Ford, está, é claro, o pai.

Na hora de gravar, o menino leva em conta as dicas dele para articular bem as falas e também os exercícios da preparadora Fernanda Magalhães para chegar à emoção que o personagem exige. "Dificuldade eu tenho para ficar triste, sou melhor em ser mais feliz. Tento até chegar no perfeito."

Segundo Marcos, a relação de pai e filho da ficção tem muito a ver com o relacionamento dos dois na vida real. "Eles têm uma relação de afeto muito próxima da que eu e o Daniel temos. Sou muito amoroso e presente com ele e o irmão dele [Jonas, 14]. A gente se gosta muito", diz ele, que também passou para os filhos a paixão pelo kart e pelas artes marciais. 

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