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Não tenho vergonha das minhas ex, mas quero me preservar, diz João Vicente

Sérgio Zalis/TV Globo
João Vicente de Castro é Lázaro em "Rock Story" Imagem: Sérgio Zalis/TV Globo

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

04/05/2017 04h00

Falta cerca de um mês para "Rock Story" chegar ao fim e João Vicente de Castro já sofre do que ele chama de "síndrome do ninho vazio". Nem parece que, ao aceitar viver o vilão Lázaro em sua primeira novela, o sentimento era de receio com a resposta do público.

"Venho de um ambiente de internet, que é muito cruel, onde as pessoas falam o que querem. Estranhamente amaram. Então, eu fiquei muito feliz."

E completa: "Tem crítica, mas crítica carinhosa. É muito doido. Fui simpático ao público por algum motivo. Tive medo de as pessoas me julgarem por ser do 'Porta dos Fundos', por eu ter 'me vendido', o que é uma bobagem sem tamanho. Acho que eu era mais criticado antes de fazer novela. Depois que o grande público me conheceu, foi bastante positivo".

Há oito meses, a dedicação é quase exclusiva ao trabalho. Num ritmo intenso de gravações, ele chega a gravar mais de 30 cenas por dia, João exagera e diz que "não vive" para dar conta de tanta carga. O Porta ficou de lado, muita coisa da vida pessoal também. Ao menos, hoje, ele já se sente mais confortável dentro dessa dinâmica que chegou a sufocá-lo no início.

"É muita coisa. Ontem fiz 34 cenas, é sobre-humano. Tive dificuldade no começo, porque é muita gente no set, é rápido, tem que cumprir o plano. Dá medo de travar pela falta de experiência. Essa responsabilidade assusta. O Dennis [Carvalho, diretor artístico da novela], falou outro dia: 'Quando eu sentia que você estava nervoso, deixava você fazer do seu jeito'. Foi muito sábio da parte dele. Antes era sofrimento, agora é gostoso", analisa.

Após a novela, ele vai encenar uma peça com a colega Ana Beatriz Nogueira.

João Cotta/TV Globo
Gui (Vladimir Brichta) e Lázaro (João Vicente de Castro) em "Rock Story" Imagem: João Cotta/TV Globo

Antes de Lázaro, houve outros papéis oferecidos a João, que só disse o "sim" quando sentiu que o empresário de Gui (Vladimir Brichta) e Léo Régis (Rafael Vitti) não seria um vilão trapalhão, perfil que ele não pretendia explorar tão cedo.

"Gosto muito do formato novela, nunca tive preconceito. Só não tinha aceitado antes porque não tinha achado um papel que me motivaria. Não queria continuar fazendo humor, queria me testar em novas áreas", diz.

Exposto na TV aberta, João agora é conhecido por um público bem maior do que o dos fãs do grupo de humor. Ainda assim, ele consegue se manter discreto com a vida privada. Apontado como affair de Alice Wegmann, ele ri da história, refere-se à atriz como uma grande amiga e diz que se sente "um pouquinho usado" com tais rumores, "mas nada que tire o sono".

"Ator tem que ter a vida menos exposta possível, e isso não é vaidade. Quando se tem a vida maior que o personagem, você vê a vida, e não o personagem. Venho me preservando mais porque é melhor para o meu trabalho e para o público."

"Isso não quer dizer que quando você me perguntar: 'O que você acha da Cleo [Pires]?' Eu vá responder que não falo sobre isso. Não tenho vergonha. Ao contrário, tenho orgulho das minhas ex-namoradas, de todo mundo que passa pela minha vida", garante.

Mas se antes os nomes das ex Cleo Pires e Sabrina Sato vinham à frente do seu nome, agora ele quer ser chamado de "o ator João Vicente".

"Não quero ficar aparecendo pela minha vida pessoal, não quero me expor, não quero transformar minha vida num reality show. Nada contra quem faça, porque acho que também que se pode ocupar esse espaço. As Kardashians estão aí, milionárias, e têm prazer nisso", brinca.

João Cotta/TV Globo
João Vicente de Castro Imagem: João Cotta/TV Globo

No momento, nem romance público nem anônimo, segundo o próprio João. "Você tem que se dedicar. Se eu saio daqui e tenho outro compromisso, não vou estudar as 60 cenas que eu tenho. Não quero ser a figura que frustra outra pessoa, especialmente se eu gostar dela. Isso faz com que eu me feche para um relacionamento."

Rótulo de galã é outra coisa que não combina com João, que nem bonito se considera. 

"Sou simpático. Sou alto. Sou brother de todo mundo, isso faz diferença. Tenho alguma coisa que agrada, meu jeito de falar com todo mundo, sou muito afetivo. Mas rótulo de galã é um negócio que nem acho moderno. Padrão de beleza é um negócio que tem que ser questionado cada vez mais", diz.

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