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Isadora Ribeiro fala sobre topless em "Tieta": "Estava vestida de luz"

Abertura de "Tieta" com Isadora Ribeiro - Reprodução
Abertura de "Tieta" com Isadora Ribeiro Imagem: Reprodução

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

14/05/2017 04h00

A mulher de seios de fora que se "transformava" em uma serpente e subia por um coqueiro ao som de Luiz Caldas marcou o ano de 1989. O impacto da abertura de "Tieta" colaborou para o sucesso da trama - assinada por Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn - e foi um antes e depois na carreira de Isadora Ribeiro.

"Foi um trabalho muito lindo e um marco", lembra a atriz e modelo de 51 anos. A novela está sendo reprisada há duas semanas na TV paga.

"Estou adorando ver o [canal] Viva passar simultaneamente várias novelas que participei: 'Mulheres de Areia', 'Pedra Sobre Pedra', 'Torre de Babel' e agora 'Tieta', na qual participo também como atriz no final da trama", diz ela, que acompanha a repercussão nas redes sociais e por meio de seu fã-clube. 

Segundo o crítico do UOL Nilson Xavier, a abertura criada por Hans Donner, muito comentada na época, não chegou a causar polêmica porque a nudez não era gratuita.

"Estava no contexto da proposta da abertura, em que a forma feminina se fundia a elementos da natureza. O jogo de sombras e as cores fortes também diluíam a nudez explícita. Era acima de tudo uma abertura bonita, bem feita e de bom gosto. Quando a nudez vem em uma embalagem de bom gosto, não choca", explica.

Na verdade, diz Isadora, o trabalho foi considerado "muito moderno". "Como se tratava de um trabalho de excelente qualidade, com um efeito visual incrível, teve ótima receptividade do público brasileiro e do mundo. Todos aceitaram e a abertura virou cult. Teve um país na América do Sul, não lembro qual, que exibiu a abertura com uma tarja preta nos seios. Na verdade nem acho tão ousada, eu estava vestida de luz, a abertura é uma obra de arte", afirma.

Isadora Ribeiro com as filhas, Valentine e Maria - Rogério Fidalgo/Divulgação - Rogério Fidalgo/Divulgação
Isadora Ribeiro com as filhas, Valentine e Maria
Imagem: Rogério Fidalgo/Divulgação

A atriz lembra que as gravações da vinheta da novela eram demoradas - ela ficava horas de pé com os braços levantados.

"Depois, na edição, eles inverteram a imagem para simular que a posição era deitada. Este fato gerou na época uma polêmica, insinuavam que eu usava silicone [risos]. Claro que não era verdade, apenas a posição dos seios sugeria isso", recorda.

Revezando-se como atriz e modelo nesse período, Isadora afirma que conseguiu firmar seu nome com o trabalho e, a partir daí, recebeu muitas propostas no cinema, no teatro, na TV e na publicidade.

Isadora continua ministrando palestras sobre qualidade de vida, atividade que ela mantém há oito anos. Ao mesmo tempo, garante que tem recebido convites para atuar no cinema e no teatro. 

Seus dois projetos atuais são em parceria com as filhas: o canal Tudo Com a Minha Mãe/Isadora Ribeiro, em que a caçula Valentine, 10, registra seu dia a dia, e a peça "Diário de Bordo", escrita por sua filha mais velha - Maria Sampaio, 19, que ela pretende voltar a encenar em breve, no Rio de Janeiro.

"Meus trabalhos atuais, criados pelas minhas filhas, são um presente e também uma resposta de Deus mostrando que eu estava certa quando espontaneamente passei a recusar a maioria das propostas de trabalho para me dedicar a elas", afirma.