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Datena festeja sentença de Maluf: "Mas nem sei quantos anos tem a desgraça"

Do UOL, em São Paulo

23/05/2017 16h53

José Luiz Datena comemorou na tarde desta terça-feira (23) a condenação decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-prefeito de São Paulo e atual deputado federal, Paulo Maluf (PP-SP). O parlamentar de 85 anos foi condenado a  7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão por lavagem de dinheiro.

Em março, Maluf e Datena bateram boca e trocaram ameaças durante uma entrevista ao vivo à rádio Bandeirantes. O ex-prefeito ameaçou processar o apresentador após uma pergunta sobre obras superfaturadas em sua gestão (1993 - 1997). Enfurecido, Datena desligou o telefone quando Maluf disse que o programa tinha "pouca audiência".

Datena iniciou o "Brasil Urgente", nesta terça, relembrando a briga com o parlamentar, citando a sentença de hoje, no STF, e ironizando o pouco tempo de vida que restaria ao político para cumprir a condenação.

"Ele batia no peito dizendo que não tinha nada provado contra ele e que não estava em lista nenhuma. E começou com esse safado aquela frase do 'rouba mas faz'. Ele é um safado, um canalha. Agora sai a notícia [afirmando que o] Supremo Tribunal Federal decidiu condenar o Maluf por crime de lavagem de dinheiro", disse Datena.

"Aí, Maluf, você dizia que não estava em lista em nenhuma... 'cana' em você, que só ficou 40 dias na prisão. 'Cana' de 7 anos e 9 meses. Resta saber se vai cumprir. Não sei nem quantos anos tem essa desgraça. 85? Não sei se vai cumprir ou não", completou.

A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta terça-feira (23) condenar o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), 85 anos, pelo crime de lavagem de dinheiro. Os ministros condenaram o deputado a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão, com início da pena em regime fechado, e ao pagamento de multa. Maluf também foi condenado à perda do mandato, mas o ato, segundo decisão da 1ª Turma do Supremo, depende de ato da Câmara dos Deputados.

Além do relator, ministro Edson Fachin, votaram pela condenação os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux.

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