Anã que levanta audiência da "Praça" já posou nua e fez striptease na TV
Há 30 anos no ar, "A Praça É Nossa" cresceu no Ibope e tem beliscado a liderança da Globo. A responsável é Priscila Menucci, atriz de 42 anos e 91 centímetros. Ela estreou seu quadro há três semanas e rende ao humorístico do SBT seu maior pico de audiência. Na última semana, registrou 11,9 pontos em São Paulo e encostou na série "Vade Retro" (13,1).
"Eu era louca para fazer a 'Praça'", comemora Priscila ao UOL. Ela interpreta Dona Nica, mulher brava e mandona que bate no marido, Amâncio (Enio Vivona), e em Carlos Alberto de Nóbrega por causa das piadas maldosas sobre sua altura dela. "A porrada, os tapas, fui eu [que inventei]. Até pedi a bolsinha para não dar com a mão, senão coitado deles", brinca.
O quadro foi criado pelo líder da "Praça", que precisava de algo forte para abrir o programa no lugar da Tropa de Malucos, que está temporariamente fora do ar.
O comediante também parabenizou Priscila pessoalmente momentos antes da última gravação, na última terça. "Quando passamos o texto com o Carlos, ele disse que falou de mim, que estávamos indo muito bem, liderando a audiência. Fico com vergonha quando falam essas coisas. Não parece, mas sou tímida", confessa a atriz.
Priscila fazia pontas no humorístico em 2016, após ter saído da novela "Cúmplices de um Resgate", mas chamou a atenção de Carlos Alberto dois meses antes da estreia de seu quadro, ao dar um beijão em Paulinho Gogó (Maurício Manfrini). O líder da "Praça" chegou a se levantar do "velho e querido banco" de tanto rir.
Quem não gostou do beijo foi o marido de Priscila, também anão: "Ele ficou com muito ciúme, mas como já foi ator falei que fazia parte da profissão. Eu nem esperava esse beijão, porque pensei que seria técnico. Aí veio o Paulinho Gogó com um p... beijo. Falei 'se é para brincar assim, vamos brincar de verdade', e beijei ele pela segunda vez".
Nu, striptease e autoestima
"Meu marido entende, nem liga mais. Ele fala: 'Amor, trazendo dinheiro para nós está ótimo'. No ensaio, ele falou: 'Precisava tudo isso?'. As fotos foram para quebrar esse tabu de que mulher bonita é só Gisele Bündchen. Nada contra, acho ela maravilhosa, mas temos também qualidades nas mulheres com deficiência."
Primeira anã da família, Priscila não sabe a causa exata de sua baixa estatura (que pode ter fatores genéticos e hormonais). Casada há 12 anos e mãe de dois filhos anões, ela se orgulha do seu corpo e da sua altura: "Eu tenho bastante autoestima. Cheguei aos 42 em um corpinho de 91 centímetros delícia!".
Do RH para a TV
Na TV, começou como a Mini Ofrásia do programa "A Casa É Sua", apresentado por Clodovil Hernandes (1937-2009) na RedeTV!. Atuou em "Uma Escolinha Muito Louca", de Sidney Magal (Band), e na "Escolinha do Gugu" (Record), além de "Sábado Total" (RedeTV!), com Gilberto Barros, e pontas na Globo. No teatro, fez musicais como "O Mágico de Oz".
Os papéis cômicos a ajudaram a lidar com o preconceito e encarar a deficiência com bom humor: "Aprendi a levar na brincadeira, porque tudo que é diferente a pessoa olha. Como não conseguimos mudar totalmente o mundo e as pessoas, que é a coisa mais difícil, vamos levar as brincadeiras para o humor para ver se começam a entender".
Sem tapas e sem moda
Além das comédias, Priscila Menucci comemora o aumento da diversidade de papéis para anões, que antes apareciam somente para "levar tapa".
"Era palhacinho, levar tapa e se machucar. Algumas pessoas ainda fazem, não critico porque não sei a necessidade financeira delas, mas mudou bastante. Faço papéis que pessoas altas poderiam fazer, com outra piada mas com a mesma forma. Uso a altura a meu favor."
Acostumada a ambientes não adaptados, a atriz lamenta a falta de roupas para anões: "Não tem moda para anão. Uso infantil ou adulto pequeno e corto tudo. Compro duas roupas, uma na loja e outra na costureira. Sapato de salto alto também não tem. Preciso mandar fazer todos. Tem que ser rica, né querido? Só que não".











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