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"Pai da minha filha foi meu único namorado assumido", revela Fafá de Belém

Reinaldo Canato/UOL
Fafá de Belém canta canções românticas e muita "sofrência" no centro de São Paulo Imagem: Reinaldo Canato/UOL

Marcela Ribeiro

Do UOL, no Rio

18/06/2017 04h00

Fafá de Belém já foi Alcione, Maria Bethânia, Adele e até Luiz Gongaza no "Show dos Famosos", do "Domingão do Faustão", e é forte concorrente para vencer a competição, cujo prêmio é um carro zero. A final do quadro é no próximo dia 2.

Aos 60 anos de idade e com mais de 40 de carreira, Fafá conta com a empolgação de uma iniciante de seus projetos atuais - o de interpretar outros artistas envolve uma grande preparação. "Passo sete horas por dia estudando. Saio às 9h e chego em casa às 19h, tendo aula, conhecendo pessoas, estando ao lado de artistas muito jovens e podendo falar de pessoas pelas quais eu tenho grande admiração".

Além disso, há a caracterização, que demora de três a cinco horas e inclui, além de maquiagem e peruca, o uso de próteses no queixo, nariz e bochechas.

Reprodução/Globo
Fafá de Belém no "Show dos Famosos" do "Domingão do Faustão" Imagem: Reprodução/Globo


"A coisa mais delicada é não virar uma caricatura jocosa, essa é a delicadeza. Quando me pediram 25 nomes de pessoas que admiro, mandei pessoas que são referências com voz, atitude, postura profissional, pessoal e que são importantes na minha vida desde sempre. Desde Amália Rodrigues à Adele. Desde Alcione à Cassia Eller, são pessoas que têm atitudes que eu conheço. E teremos dois artistas ainda muito bons."

Além do programa e da agenda de shows, Fafá se prepara para mergulhar em mais um desafio: fará uma participação especial na novela "A Força do Querer".

"A novela foi uma surpresa. Quando a Gloria [Perez] começou a escrever, ela me ligou para tirar uma dúvida sobre Belém. Começamos a falar direto e ela me deu esse presente maravilhoso de ser a trilha da Bibi [Juliana Paes]", conta.

Reprodução/Instagram
Fafá de Belém e Gloria Perez Imagem: Reprodução/Instagram

"De repente, vazou essa história [de ela entrar na trama] e eu comentei: 'Gloria, esse povo está doido e estão dizendo que eu vou entrar na novela'. E ela disse: 'Mas tu vais'. Agora ela falou que vou ter um personagem na novela, eu não sei qual como é, mas deve ser muito engraçado porque estou no núcleo do Pará", comemora.

A artista estudou teatro e já participou da novela "Caminhos do Coração" (2007), da Record.

"Aos 60 é como se começasse um outro ciclo, mas com toda uma história que se agrega. Estou muito feliz."

Mãe de Mariana Belém, fruto do seu relacionamento com o músico Raul Mascarenhas, e avó de Laura e Júlia, Fafá se orgulha de ter sido uma mulher a frente do seu tempo, diz que foi muito criticada no passado e que nunca deixou se abalar por isso.

"Foi muito difícil. Como é que uma mulher do Norte chega aqui com decote, com o peito para fora? Isso há 40 anos", conta ela, que logo emenda que é bem resolvida em relação ao passado.

"Já sofri muito lá atrás e hoje não tenho mais tempo para isso. Tenho tempo para viajar, que eu amo, estar com meus amigos, curtir minhas netas, minha filha, namorar. Quem quiser me acompanhe."

Namoradeira assumida, a cantora não gosta de expor seus romances e conta que tudo o que toda sofrência cantada em suas músicas de sucesso foram vividas por ela.

"O pai da minha filha foi o único namorado que tive que falar porque afinal de contas eu estava grávida, do resto, não falo nada. Não desminto, nem afirmo, só não fotografo e não mostro. A vida não existe sem você ter um afeto, um companheiro. Casar eu nunca casei nem me imagino casada nunca. Mas gosto de namorar e no momento a fila está aberta, tem muita senha que estou analisando", dispara, soltando sua gargalhada característica em seguida.

"Se você não tem um namorado, um companheiro ou uma namorada, existe muita criatividade aí a disposição, não só na literatura mas como também para ser usado. Fonte de prazer existe, procure a sua e vá ser feliz."

Seus sucessos românticos renderam muitos discos vendidos e amores sofridos. "Tudo o que cantei eu passei. Tive um grande amor que acho que me fez vender umas três milhões de cópias. O inspirador de 'Abandonada' me fez vender acho que uns dois milhões de cópias."

Anitta inteligente

Manuela Scarpa/Brazil News
Fafá admira Anitta por cuidar da própria carreira, assim como ela faz atualmente Imagem: Manuela Scarpa/Brazil News


Antenada na música atual, Fafá gosta de ouvir os novos talentos do país e admira Anitta por administrar sua própria carreira aos 24 anos.

"Estava lendo uma entrevista da Anitta que acho uma das mais inteligentes desta nova geração como gestão de carreira. Porque o único jeito de você chegar aos 60, 70 anos na carreira é você ser seu próprio gestor. As pessoas, por mais que estejam próximas de você, elas vão buscar referência fora e isso atrapalha o voo solo. Minhas referências foras são apenas de respeito, admiração, mas ninguém impede o meu voo."

"Quando me lembro lá atrás que cheguei com 18 anos aqui, não sabia nem o que era música de trabalho, continuo essa menina curiosa, que pulava o muro para cantar. Quando falo e bato na tecla de 60 anos de idade é porque isso não é barreira, não é limite, é apenas um número. A gente se fala muito em tempo, idade, beleza, embora se fale de empoderamento. Acho que o grande empoderamento é a gente continuar andando, ouvindo pessoas, discutindo, mas não traindo a nossa natureza, nem a nossa intuição, principalmente na mulher porque nós temos a intuição muito aguçada."

E quando o assunto é sofrência, Fafá, uma das precursoras no tema, entende como ninguém e admira as sertanejas atuais.

"Gosto da Marília Mendonça. Estava no Rio Grande do Sul e vi uma chamada dela cantando 'Infiel' há uns quatro anos, fiquei encantada e procurei ouvi-la, acho ela bem interessante. O que eu não sei, minha filha manda para mim e diz 'olha aqui mãe, parece você', porque eu cantava isso, né? Fui chamada de brega até a raiz."

"A primeira vez que me ofenderam muito, me chamaram de oportunista para baixo e eu era uma menina. As pessoas me ofendiam pessoalmente, críticos que antes me aplaudiam diziam que me rendi ao sucesso. Isso começa quando comecei a vender mais de 100 mil cópias. Eu não trabalho a respeito das outras pessoas, trabalho com o que me emociona. Até eu perceber isso, só o tempo pode ser nossa escola. Adoro tudo o que fiz, faria tudo de novo", completa.

 

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