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Gretchen detona primeiro amor de Thammy: "Aliciou uma garota de 15 anos"

Juliana Coutinho/Multishow
Thammy Miranda, Gretchen e Fernanda Souza gravam o programa "Vai, Fernandinha", do canal pago Multishow Imagem: Juliana Coutinho/Multishow

Colaboração para o UOL

04/07/2017 20h22

Gretchen e Thammy Miranda falam de suas vidas e lavam a roupa suja na frente de Fernanda Souza no "Vai Fernandinha", que vai ao ar às 22h30 desta terça-feira (4), no Multishow. A cantora --que na maior parte do tempo ainda se refere ao filho no feminino-- confessa, sem citar nomes, que odeia até hoje Carla, a produtora de shows com quem Thammy se envolveu ainda adolescente.

Eles entram no assunto quando a apresentadora pergunta sobre a reação do delegado Silva Neto, pai do ator. "Minha mãe ligou para ele e disse: 'Ela está com uma mulher'. Ele respondeu: 'Essa menina é de bom gosto'. Fiquei em choque com o apoio do meu pai", recorda Thammy, ao que Gretchen reclama: "Naquele momento o pai dela devia me apoiar, entender o que eu estava passando. Sentava comigo, com ela, conversava, fazia um acordo, tirava a terceira pessoa da história".

A rainha do rebolado explica a antipatia pelo ex-affair da filha. "Foi uma merda geral. Com 15 anos não tem escolha nenhuma, tem aliciamento. Uma mulher de 30 e tantos anos que aliciou uma garota de 15. Não gosto dela! Ela se aproveitou da situação, Thammy nem sabia o que queria ainda. O-dei-o", detona.

Sem constrangimento, Gretchen confessa que, se fosse um homem a se envolver com Thammy na ocasião, sua atitude seria diferente. "Eu não teria reagido do mesmo jeito. Naquela época não se sabia de homossexual, você acha que há 15 anos se falava como hoje de homossexualidade?", justifica.

Reprodução/Facebook
Gretchen diz que vê Thammy Miranda cada vez mais bonito e interessante. "Ele está feliz" Imagem: Reprodução/Facebook
Aceitação

Thammy abre o coração sobre o processo de aceitação e mudança de seu corpo. "Não entendia o que estava acontecendo comigo, era como um homem nascido no corpo de uma mulher. Eu olhava no espelho e via uma imagem que não estava dentro de mim". A mãe observava a diferença, mas acreditava ser algo passageiro. "Eu via como ela queria se vestir, mas achava normal. Eu também tive essa fase mais nova, era muito molecona, mas passou para mim. Quando não passou, foi a hora que eu soube", relembra.

"Era um aprendizado diário de você com você mesmo para entender o que estava acontecendo. Não falava com ninguém sobre isso. Me vestia de mulher e fazia shows só pelo fato de estar perto dela", afirma Thammy. "Quando eu descobri que poderia acontecer essa mudança, porque até então não se falava que existia transexual, todo o resto ficou pequeno. Falei para o médico: 'Começa pelo peito que, se eu morrer, pelo menos morro sem peito'".

O apoio da família é fundamental, diz ele. "Quando você cai na real de que é assim, não é uma opção, que tem de lidar com isso e que tem um mundo inteiro lá fora para enfrentar, o mínimo que você quer é ter um aconchego em casa, saber que tem uma pessoa do meu lado, para quem contar, chorar e dizer 'mãe, eu não estou aguentando'. E se você não tem os pais do seu lado... o índice de suicídio  é gigantesco".

Gretchen abre o sorriso ao falar do filho: "Morro de orgulho. Tem mulher mais corajosa que essa? Fazer isso tantos anos atrás, dizer 'sou homossexual', cortar o cabelo daquele jeito... Alguma coisa aconteceu nesse universo para eu ser mãe de um trans e ela, filha de um símbolo sexual. Não tem explicação para ter acontecido isso, alguma missão nós duas temos nesse mundo, eu de fazer os pais aceitarem os filhos como são, e ele de ensinar que os pais devem amar seus filhos independente do que sejam".

A cantora, que nesta semana está bombando por estrelar o lyric vídeo "Swish Swish", música de Katy Perry e Nicki Minaj, ensina aos pais como lidar com a situação em casa. "Eu falo para as mães se lembrarem de quando estavam grávidas, do quanto desejavam daquele bebezinho, que você deu de mamar, ensinou a andar... Não pode esquecer disso quando ele diz: 'Não sei se sou menino ou menina'".

Thammy conta como é lidar com a paz interior após tudo isso. "Quero ser referência de garra, de coragem, mas não um exemplo que as pessoas queiram seguir porque é legal, isso me dá um pouco de medo. Tem de lutar para ser quem você é, ser feliz".

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