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Novo julgamento de Bill Cosby é marcado para novembro

Julgamento de Cosby foi anulado por falta de veredito - Mark Makela/Reuters
Julgamento de Cosby foi anulado por falta de veredito Imagem: Mark Makela/Reuters

Do UOL, em São Paulo*

06/07/2017 19h12

Um juiz da Pensilvânia marcou uma data para um novo julgamento de Bill Cosby, acusado de abusar sexualmente mais de 60 mulheres nos EUA: 6 de novembro.

No mês passado, o processo contra o comediante de 79 anos foi anulado depois que o júri não alcançou um veredito por unanimidade sobre nenhuma das acusações contra o ator americano, após mais de 50 horas de deliberações.

Neste processo, Cosby é acusado de abuso sexual contra Andrea Constand em 2004. O promotor do condado de Montgomery, Kevin Steele, que havia acusado o ator, indicou imediatamente que solicitaria a abertura de um novo processo, como autoriza a lei. A anulação do julgamento foi um revés para ele, uma vez que seus argumentos não convenceram a totalidade do júri.

O artista, que se tornou uma celebridade ao protagonizar a série de TV "The Cosby Show" (1984-1992), corria o risco de ser condenado a 30 anos de prisão. Ele permanece em liberdade condicional, segundo o juiz Steven O'Neill.

A Justiça americana exige a unanimidade entre o júri para que se possa pronunciar um veredito.

O processo marcou a queda em desgraça de um ator venerado por gerações de americanos por seu papel como "Cliff Huxtable", um adorável pai e ginecologista na série The Cosby Show.

Mais de 60 mulheres apresentaram denúncias de abuso sexual contra Cosby, mas o caso de Andrea Constand era o único em que o crime não havia prescrito, do ponto de vista penal. No entanto, as ações em andamento na Justiça civil são numerosas.

Na ausência de testemunhas diretas ou elementos materiais de prova, todo o processo se concentrava no depoimento de seus dois protagonistas, Bill Cosby e Andrea Constand.

O ator reconheceu que teve contato com a jovem na noite de janeiro de 2004, mas assinalou que se tratou de uma relação consensual. Também admitiu que deu a Andrea um sedativo, mas alegou que queria apenas que ela relaxasse, uma vez que havia dito que estava estressada.

A canadense, 44, massagista terapêutica em Toronto, apresentou incoerências em diversas declarações, destacadas com insistência pela defesa.

*Com agências internacionais