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"Banco a minha opinião e aguento o tranco", diz Wagner Moura sobre política

Reprodução/TV Globo
Wagner Moura fala sobre polarização política no "Conversa com Bial": "Prefiro aguentar o tranco do que ficar calado" Imagem: Reprodução/TV Globo

Colaboração para o UOL

12/07/2017 07h51

Wagner Moura falou sobre política, cinema e família no "Conversa Com Bial" exibido na madrugada desta quarta-feira (12). O ator, que se posiciona politicamente, não escapou de comentar a polarização que divide o país nos últimos anos.

"A gente vive um momento de polarização política muito grande, que acontece em momentos ruins como o que estamos vivendo. A inteligência vive na zona cinza, entre o preto e o branco. Eu pago um preço como artista e como pessoa. Eu me posiciono porque sinto que estamos vivendo a história. Eu banco a minha opinião, aguento o tranco", garantiu.

"Na esquerda, o que tem de ruim é o patrulhamento ideológico, os artistas não deveriam ser cobrados para dar opinião. Eu não me sentiria bem se eu tivesse uma opinião que pudesse ser ouvida e eu não fizesse isso. Prefiro aguentar o tranco do que ficar calado", continuou o ator.

Ele desenvolveu uma tática para não perder amigos. "Tentei muito não cair nesse lugar cafona e errado de parar de falar com alguma pessoa porque pensa diferente de você. Quando não quero entrar na área de conflito, eu recuo. Eu e o Zé (José Padilha, diretor de 'Tropa de Elite') discutíamos muito uma época, então esse assunto a gente evita".

Nego um monte de coisa que Hollywood me chama para fazer

Moura revela que tem recusado papéis nos EUA. "Nego um monte de coisa que Hollywood me chama para fazer. Nós latinos somos o grupo mais sub representado em Hollywood. Só 5% das personagens são latinas e aparecem estereotipadas. Quero produzir conteúdo lá e lutar contra esses estereótipos".

O baiano explica como escolhe o que fazer. "O meu critério hoje para escolher personagem é o que aquilo vai acrescentar na minha vida. Pablo Escobar me deu um pertencimento tão grande, estudei o narcotráfico, o combate às drogas. Aprender a língua espanhola me deu pertencimento da cultura latina. Eu me senti pela primeira vez latino naquela série", disse, referindo-se a "Narcos", da Netflix.

Depois de interpretar o colombiano, ele tentou emagrecer. "Engordei 20 kg para fazer o Escobar, mas ainda não me livrei. Fiz uma superdieta vegana, queria me livrar da barriga e daquela energia que fica em você. Consegui perder uns 13 kg, 14 kg, dos quais já retomei (risos)".

Por enquanto ele se dedica ao filme sobre a vida do guerrilheiro Carlos Marighella. "Nesse momento de polarização, a iniciativa privada não quer investir nesse tipo de filme. As nossas leis de incentivo à cultura, tão demonizadas, são essenciais para a produção. Marighella é um personagem fundamental da nossa história recente que foi apagado pela ditadura militar".

E não abre mão de seus planos como diretor, no futuro. "Quero fazer um filme de ação. Existe uma lacuna de mercado no cinema brasileiro, ação é o tipo de filme que a gente menos produz. Vou fazer um filmaço", aposta.

Família

Filho de militar, Wagner contou que demorou a se adaptar quando a família trocou Salvador por Marechal Hermes, no Rio de Janeiro. "Cheguei do sertão e meu pai conseguiu uma bolsa para escola particular. Antes eu estudava em uma escola em que as cabras entravam. Eu queria fazer parte do grupo, mas meu apelido (na nova escola) era OVNI, eu era muito sozinho. Entrei para o teatro mais para sociabilidade e encontrei uma identificação".

O pai não soube imediatamente o desejo do filho. "Quando resolvi ser ator não contei de cara. Meu pai se esforçou para que eu estudasse, eu pensava 'vou dar um desgosto muito grande para esse homem'. Escolhi jornalismo. Mas ele viveu para ver que o trabalho de ator era algo que me completava, morreu conciliado com isso".

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