Televisão

De galã a comentarista político, Flávio Galvão volta às novelas na Record

Paulo Pacheco

Do UOL, em São Paulo

25/07/2017 04h00

Galã nos anos 70 e 80, Flávio Galvão voltará às novelas após dois anos. Ele foi contratado pela Record para "Apocalipse", que começa em novembro. Enquanto a produção bíblica não estreia, o ator pode ser visto na reprise de "Tieta", no canal pago Viva, e comentando política no "Jornal da Cultura".

Flávio Galvão não aparece atuando na TV desde "Império", novela das nove da Globo, em que interpretou o mulherengo e machista Reginaldo. De 2015 para cá, no entanto, ele não ficou parado. Além dos comentários políticos, ele fez a peça "O Semeador", dirigiu curta-metragem e vídeos institucionais. O convite da Record, entretanto, o convenceu a retornar às novelas.

"Fiquei fascinado pelo personagem e aceitei imediatamente o convite. Eles fazem de uma forma muito bem feita, com esmero e, principalmente, cuidado técnico que vinha se perdendo na televisão. A autora [de 'Apocalipse', Vivian de Oliveira] é fantástica. A sinopse dela é como se fosse um romance. Li como um livro. Nada religioso é uma novela mesmo", elogia.

O ator ainda não pode revelar seu personagem em "Apocalipse", mas antecipa que precisará estudar o Novo Testamento. "Com certeza vou ter que fazer um estudo bíblico, sobre o que é o arrebatamento, vou reler o livro do Apocalipse e pesquisar em outros lugares".

A Record havia convidado Flávio Galvão para outras duas novelas, mas ele não pôde aceitar. Desta vez, ele se sente pronto para fazer sua estreia na emissora, após passagens por Globo, SBT, Tupi, Manchete, Band, Cultura e também pela RTP, portuguesa: "Sou um aventureiro. Não gosto de ficar estacionado no mesmo lugar."

Montagem/Reprodução/Viva/TV Cultura
Flávio Galvão atuando na novela "Tieta", em 1989, e comentando política no "Jornal da Cultura", atualmente Imagem: Montagem/Reprodução/Viva/TV Cultura

Ator e comentarista político

O espírito de aventura fez Flávio Galvão experimentar um trabalho completamente diferente: comentar política na TV. Há um ano, ele participa do "Jornal da Cultura" ao lado de outros especialistas.

O ator sempre se interessou pelo tema, mas virou comentarista por acaso. Durante uma entrevista sobre a peça "O Semeador", sua fala sobre política chamou a atenção de Marcos Mendonça, presidente da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da Cultura, e Willian Corrêa, diretor de jornalismo e âncora do telejornal.

Ellen Soares/TV Globo
Flávio Galvão em "Império" (2014) Imagem: Ellen Soares/TV Globo
"Pertenço ao jornalismo da Cultura", brinca o ator. "Não esperava, mas achei muito agradável, porque discutir ideias sempre foi o tema central da minha vida. Às vezes tenho uma opinião e, dentro do próprio jornal, a modifico com outro entrevistado."

O momento para comentar política no Brasil é delicado, entre elogios e algumas críticas do público, Flávio conta que foi xingado uma única vez por um telespectador quando perguntou ao filósofo Mário Sérgio Cortella por que ele, como professor, apoiava o ex-presidente Lula, que, na visão do ator, "glamourizou" o analfabetismo.

"Política virou 'Fla-Flu'. Não é mais um debate de ideias, é de quem fala mais alto. Isso é muito perigoso para a democracia. Falam muito de democracia, mas quando falam que [o presidente Nicolas] Maduro está fazendo uma ditadura na Venezuela ficam quietinhos. Qualquer ditadura é insuportável. Qualquer pessoa que diga 'Jair Bolsonaro vai ser presidente' me arrepia. Qualquer pessoa que diga que o bolivarianismo é legal também."

"Ator não deve ser partidário"

Sobre o governo Temer, Galvão defende que o presidente cumpra seu mandato até o fim e que haja eleições diretas em 2018, como diz a Constituição. Embora comente no "Jornal da Cultura", o ator se preocupa com o posicionamento político de colegas artistas e é contra quem defende partidos.

"O jornalista tem que publicar as matérias dele, o cantor tem que cantar e o artista tem que 'artistar'. Não tem que dar opinião partidária. Ter postura partidária é sempre muito ruim porque corre-se o risco de fazer uma grande bobagem. Acho que o artista tem mais é que se preocupar o seu ofício."

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