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Youtuber brasileira tem casa devastada por furacão Irma: "Perdemos tudo"

Reprodução/Instagram lorraynemavromatis
Lorrayne Mavromatis chorou ao ver seu apartamento destruído Imagem: Reprodução/Instagram lorraynemavromatis

Do UOL, em São Paulo

08/09/2017 16h00

A youtuber brasileira Lorrayne Mavromatis relatou ter vivido momentos de terror na ilha de São Martinho com a passagem do furacão Irma no Caribe, o fenômeno natural mais forte registrado no oceano Atlântico. Horas antes da passagem do furacão, a youtuber -- que mora na ilha com o marido que cursa medicina -- gravou um vídeo contando que todos estavam sendo abrigados na universidade enquanto esperavam a passagem do furacão durante a noite de 5 de setembro. "Já está ventando muito e o furacão só chega mais tarde", disse no vídeo.

Horas mais tarde, Lorrayne voltou às redes sociais e publicou fotos de seu apartamento totalmente devastado. “Perdemos tudo. Não sobrou nada. Nosso prédio foi um dos mais devastados da ilha e apesar de termos perdido tudo, estamos vivo. E isso não tem preço. Ainda estamos no abrigo. Sem água. Sem internet (de vez em quando capto sinal 1g). Sim, os estudantes terão que ser evacuados, pois a ilha está completamente destruída”, disse ela em uma mensagem postada pela família.

Em uma última mensagem, a youtuber pede ajuda para a embaixada brasileira. “A situação da ilha está extremamente complicada. E perigosa. O processo de evacuação não está NADA fácil. Se alguém puder me ajudar a entrar em contato com a EMBAIXADA BRASILEIRA, POR FAVOR”.

De acordo com a família de Lorrayne, os estudantes abrigados na universidade serão levados para  Chicago, nos Estados Unidos, com a ajuda do exército holandês, mas ainda sem previsão de quando isso vai acontecer.

Furacão monstruoso

Com rajadas de vento que chegaram a 295 km/h, o furacão varreu pequenas ilhas caribenhas como São Martinho e São Bartolomeu e foram confirmadas nove mortes na região. Do lado holandês da ilha de São Martinho, houve pelo menos um morto. O furacão foi rebaixado da categoria 5 para 4 (em uma escala de intensidade que vai até 5), mas continua "extremamente perigoso", com ventos de 250 km por hora e deve atingir os Estados Unidos no fim de semana.
 

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