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Gianecchini recorda doença: "Tive seis meses, se não desse certo, morreria"

No "Conversa com Bial", Reynaldo Gianecchini lembra câncer que enfrentou cinco anos atrás - Reprodução/Globo
No "Conversa com Bial", Reynaldo Gianecchini lembra câncer que enfrentou cinco anos atrás Imagem: Reprodução/Globo

Colaboração para o UOL

14/09/2017 07h41

Reynaldo Gianecchini contou como a busca pela espiritualidade o ajudou a superar o linfoma não-Hodgkin que enfrentou em 2011. Há três anos, o ator, que tinha certa resistência a religiões, segue os ensinamentos do líder espiritual Sri Prem Baba.

"A minha família vem do catolicismo, passamos pelo espiritismo, muitas experiências práticas com curandeiros em Birigui (interior de SP).Nunca me encaixei numa religião porque todos os tabus me incomodavam, não sentia que o amor fluía com tantos dedos apontados na cara", recorda ele no "Conversa com Bial" exibido na quarta-feira (13).

"A grande chave que me fez virar foi minha doença em 2011. Acabou o chão para mim, acabou a palhaçada do ego, tudo que tinha importância não fazia mais sentido. Eu não podia trabalhar, beijar na boca, ter relação sexual. Os brinquedos do ego foram descartados e ali só era eu e eu. Não tinha escapatória: eu tive seis meses para brigar, se não desse certo eu morreria".

A partir de então diz que tudo mudou: "Foi um período muito bonito que aceitei de cara, entendi que tinha algo para aprender ali. Fui direto para o lugar da aceitação. Levei como um desafio instigante. Pude olhar para um lado muito bonito meu e profundo meu, pude me olhar de verdade, pude buscar a minha força".

O apoio dos fãs foi importante. "Vinha amor de todos os lugares. Como trabalho na TV você não tem noção do que eu recebia. Lembro que um sorriso me quebrava, me enchia de tanto amor. Quando fiquei curado, em 2012, ficou muito claro para mim que só o amor transforma. Não a religião especificamente, mas a espiritualidade.  Dois anos depois da minha cura veio o grande buraco, minha mente me levou para um vazio. Minha vida de relação amorosa estava muito vazia. Esse vazio afetivo me levou a olhar o amor mais amplo, foi aí que a sincronicidade da vida me fez conhecer o Baba", explica.