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"Só topo tirar o Temer se botar São Tomás de Aquino", ironiza Carlos Vereza

Ramón Vasconcelos/Globo
Carlos Vereza participa do "Conversa com Bial" e diz não concordar com gritos de "fora, Temer" Imagem: Ramón Vasconcelos/Globo

Colaboração para o UOL

28/09/2017 09h44

Carlos Vereza disse o que pensa sobre política no "Conversa com Bial" de quarta-feira (27). O ator, que há 21 anos interpretou o honesto senador Caxias em "O Rei do Gado", analisou a crise que envolve o presidente Michel Temer e os comportamentos da direita e esquerda no país.

"Ficam querendo o Pequeno Príncipe para presidente da República. Você tem que transar no meio dos destroços, esse é o tipo de cultura política que a gente tem.
Vou ser massacrado, mas vou dizer: a maioria do povo adotou um refrão, 'Fora Temer'. Esse refrão não apresenta uma consequência, e eu trabalho com o possível, estou vendo fatos: inflação caindo, juros caindo, investimento estrangeiro voltando, bolsa batendo recordes... só topo tirar o Temer se botar São Tomás de Aquino", disse.

Mesmo com as denúncias contra o presidente, ele prefere manter tudo como está. "Você trafega com o possível até 2018. É uma loucura tirar agora uma pessoa que realmente não está flutuando acima das contradições da Terra, mas deixa o cara até 2018 e coloca ele em julgamento. Se for culpado, pune. Mas se fizer isso agora, quem vai colocar quem no lugar dele?", questiona.

Ele conta o que acha que mudou na esquerda dos anos 80 para cá no Brasil. "A esquerda daquela época não tinha mansão dando para o lago Paranoá, não tinha carro importado. A esquerda brasileira acha que o muro de Berlim não caiu, mesmo o Stalin matando mais que o Hitler, mesmo constatando que em nenhum país o socialismo deu certo. Ela acredita em um esquema cadavérico acreditando que é possível implantar um sistema que matou ao longo da história mais de 100 milhões de pessoas", detona.

E a direita, como pensa na visão do ator? "A direita brasileira corre o risco de achar que um candidato que seja um populista de direita, autoritário, possa resolver os problemas do país. Também não é verdade. Não é um Messias que vai salvar o país, ainda que tenha um discurso moralista, fundamentalista". Ser radical também não é a solução, ressalta. "Intervenção militar não é o caminho. É radicalismo, não tem nuances. Sem nuances a gente não vai caminhar".

Vereza não liga para como os colegas mais jovens simpatizantes da esquerda possam encará-lo. "Tenho muito carinho por eles, devem me chamar de coxinha, fascista... Sou um livre pensador. Por mais que eu ame meus colegas, não posso abrir mão de ver como um leque o que está na minha frente. É um preço caro, a solidão", confessa.

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