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Alvo de preconceito em novela, Erika Januza conta que já sofreu racismo

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A atriz Erika Januza Imagem: Divulgação

Carolina Farias

Colaboração para o UOL

21/10/2017 04h00

Raquel, personagem de Erika Januza, é alvo de preconceito racial e social em "O Outro Lado do Paraíso", novela das 21h que estreia na próxima segunda-feira (23). Ao falar de sua história na trama, a atriz revelou ter sofrido um gesto de racismo no trânsito do Rio há uns cinco meses.

"Era um semáforo na Barra e meu carro ficou com uma parte da traseira no cruzamento. Acontece, às vezes, quando o sinal fecha. Pois veio um cara, baixou o vidro, parou do meu lado e disse: 'Tinha que ser uma negrinha mesmo'. Fiquei tentando ver a placa para memorizar o número, mas o nervosismo não deixou. Nem pensei em foto com celular. Depois tive que parar o carro para respirar", contou Erika, durante a festa de lançamento da trama, nesta sexta-feira (20), no Rio.

Para a atriz, o motorista que cometeu o ato queria aparecer.

"Estava com o carro cheio, queria se mostrar. Mas tudo que a gente faz um dia volta. É a lei do retorno, que é o mote da novela. Eu acredito", afirmou Erika.

Feliz com o convite de Walcyr Carrasco, a jovem diz que procura fazer tudo corretamente porque sabe que é espelho para as mulheres negras.

"Elas me param e falam: 'Deixei meu cabelo afro por sua causa'. Tento fazer tudo certinho e, se elas se sentirem representadas me vendo, eu já fico feliz", disse.

A personagem de Erika é uma quilombola e a atriz foi conhecer a vida nos quilombos para entender a história.

"Estive aqui no Rio no quilombo do Sacopã (na Lagoa Rodrigo de Freitas). Eles lutam pela terra até hoje. Sempre tentam tomar deles", afirmou.

Já no Jalapão, no Tocantins, ela conheceu e conviveu com os moradores do quilombo Mumbuca.

"Aprendi fazer galinha caipira de verdade", contou.

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