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Às vésperas de estrear como protagonista, Juliana Knust admite insegurança

Munir Chatack/Record TV
Juliana Knust é Zoe em "Apocalipse" Imagem: Munir Chatack/Record TV

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

18/11/2017 04h00

Foi com lágrimas nos olhos que Juliana Knust, 36, falava sobre Zoe, sua primeira protagonista na TV, que chegou vinte anos depois de sua estreia na telinha, como a Laura de "Malhação", o primeiro de muitos papéis na Globo. Agora ela se prepara para dar vida a uma repórter destemida em "Apocalipse", novela bíblica da Record que estreia na próxima terça-feira (21). 

"Desculpa, é que realmente eu fico muito grata de ter sido escolhida pra fazer essa personagem, e fiquei emocionada de assistir ao clipe. Fiquei meio sem ar de ver algo tão grandioso, é uma megaprodução. Tenho muito orgulho de fazer parte disso", afirma a niteroiense sobre seu segundo papel na emissora - o primeiro foi uma participação em "Belaventura" como a rainha Vitoriana.

"Acho que tudo tem o seu momento. Se fosse mais cedo [ganhar uma protagonista], talvez eu não estivesse preparada. Vou me dedicar, tenho dado o meu melhor para que aconteça da melhor forma e as pessoas comprem o meu trabalho nessa viagem louca", afirma ela, que hoje se considera mais madura.

Mãe de Mateus, 7, e Arthur, 2, a atriz explica que tem muito a ver com a personagem, em especial na independência. Mas se considera mais medrosa que Zoe.

"Ela é uma menina muito independente, começa a trabalhar muito nova, mora sozinha, batalha pelas coisas que quer. Nisso, ela tem muito de mim. Mas estou aprendendo com ela a ser mais segura. Agora mesmo bateu uma insegurança, [a novela] é uma responsabilidade muito grande. Sou muito comprometida com o meu trabalho, mas não sei como o público vai receber, não sou essa pessoa que tem certeza: 'As pessoas vão amar'", conta.

Reprodução/TV Globo
Juliana Knust como a Laura de "Malhação", em 1997 Imagem: Reprodução/TV Globo

Vivência na redação

Para vivenciar o dia a dia de uma repórter - na ficção, Zoe cobre uma rebelião em um presídio nos primeiros capítulos -, a atriz conviveu com a equipe de telejornalismo da Record e se surpreendeu com a rotina da profissão.

"As pessoas não têm noção do que é uma redação. É uma loucura! É muita informação, e tudo tem horário, muita coisa ao mesmo tempo. Eu acho uma maluquice, jamais daria conta de um negócio desses", brinca.

Na trama de Vívian de Oliveira, a religiosa Zoe se envolve com o correto Benjamin (Igor Rickli), com quem terá um filho. No entanto, vai ser seduzido pelo arrogante Ricardo Montana (Sergio Marone), o próprio Anticristo descrito no livro Apocalipse.

"Não sei como vai ser esse triângulo. Zoe e Benjamin se conhecem desde crianças e se perdem com a distância. Ele mora em Nova York, e ela o reencontra quando vai cobrir um evento evento na cidade. Ele é ateu, e ela foi criada acreditando muito em Deus, então vai ter esse conflito", adianta.

Para fechar o ano de comemorações, Juliana vibra ao ver um de seus papéis mais marcantes voltar à TV, com a reprise de "Celebridade" no "Vale a Pena a Ver de Novo", em dezembro.

"Amei essa notícia, é uma novela da qual tenho muita saudade. Foi a minha primeira das oito, do Gilberto Braga. Foi uma virada na minha carreira e também um momento da minha vida muito especial, quando fui morar sozinha, saí da casa dos meus pais. Lembrar esse momento também é muito legal", diz.

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