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Nova novela bíblica da Record traduz Apocalipse para os dias de hoje

Munir Chatack/Record TV
Jonathan (Gil Hernandez), Elisa (Deborah Khalume) e o filho Uri (Fhelipe Gomes) são surpreendidos por um tsunami em "Apocalipse" Imagem: Munir Chatack/Record TV

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

21/11/2017 04h00

Um tsunami é apenas o começo: a equipe de "Apocalipse" promete outros eventos tão ou mais grandiosos quanto o que abre a novela, nesta terça-feira (21), às 20h30, na Record. Baseada no livro bíblico de mesmo nome, a trama de Vívian de Oliveira - que assinou também o sucesso "Os Dez Mandamentos" - transforma o fim dos tempos em um épico que vai desde o fim da década de 80 até os dias de hoje. 

"Tem mais do que um Mar Vermelho [risos]. Vamos mostrar as pessoas sendo arrebatadas [quando Deus retira os verdadeiramente cristãos da Terra, segundo a Bíblia], a Terceira Guerra Mundial, vários terremotos", adianta a autora, que trabalha há um ano no projeto com uma equipe de cinco colaboradores e quatro pesquisadores.

"Estamos pesquisando há muito tempo para decifrar o Apocalipse. O desafio maior é que está muito presente no imaginário das pessoas", afirma.

O projeto é ambicioso e tem cenas rodadas no Rio, em Roma e em Nova York, além de sequências ambientadas em um estúdio que reproduz Jerusalém. A trama que atravessa gerações tem seu núcleo central no trio Zoe Santero (Juliana Knust), Benjamin Gudman (Igor Rickli) e Ricardo Montana (Sergio Marone), também conhecido como o Anticristo. De uma criança mimada, este último se transforma em um adulto sedutor, que vai influenciar e corromper pessoas.

Logo no início da trama, acompanhamos a trajetória da jovem Débora [vivida por Manuela do Monte na primeira fase e por Bia Seidl na segunda], mãe de Ricardo. Judia ortodoxa, de uma família bastante conservadora, ela busca liberdade em Nova York, cidade em que passa uma temporada para estudar e onde conhece Adriano Montana (Felipe Cunha/Eduardo Lago), de quem engravida.

"Ricardo é criado para ser um grande líder, ele tem essa ambição de conquistar as pessoas, de erradicar a fome do mundo. Ele virá como uma grande solução para os problemas, é como um Hitler. Ele quer ser adorado. E vai ter a marca da besta, só quem tem a marca vai conseguir negociar, quem não tiver vai ser perseguido. Só depois é que ele vai revelar o engano, mostrar quem ele realmente é", adianta Vívian.

Ricardo, Zoe e Benjamin

Segundo o diretor geral da novela, Edson Spinello, o maior desafio do folhetim é justamente ambientar a trama em quatro países.

"A parte de efeitos especiais é fundamental para amarrar essa história, mas isso é a cereja do bolo. O que interessa para mim é que a massa do bolo seja consistente, o cuidado com cada personagem. Meu objetivo é entreter, fazer com que as pessoas se divirtam e, ao mesmo tempo, pensem", afirma.

Para Igor Rickli, que interpreta o correto Benjamin, a proposta tem tudo para dar certo. 

"Isso vai pegar o público de uma forma... As pessoas adoram uma catástrofe [risos]. Elas não gostam de violência, mas de ver as coisas acontecendo, aventuras...", analisa. "Não acho que o mundo está chegando ao fim. É o fim de um ciclo, uma virada. E precisamos de mais clareza, de compaixão, de mais verdade e menos hipocrisia", acredita.

Segundo Juliana Knust, que dá vida à mocinha da história, falar de Apocalipse hoje tem tudo a ver com o que ela chama de "momento turbulento".

"A humanidade está enlouquecendo, basicamente. As pessoas não se respeitam mais, não tem mais contato físico, só se falam por internet, telefone. Falta amor ao próximo. Não dá para entender a que ponto chegamos. Não sei se vai piorar, espero que a gente consiga dar uma virada, se cada um fizer o seu, acho que a gente consegue mudar um pouco isso, mas esta difícil mesmo", diz.

Juliana Silveira, que é Raquel, tia de Zoe na história, também acredita que o tema da novela não poderia ser mais atual. 

"Estamos num momento em que um maluco nas Ramblas [em Barcelona] sai matando todo mundo, em Cannes, num show em Las Vegas. A gente está repetidamente vendo esses casos, a guerra da Síria, no Brasil crianças que entram nas escolas atirando. São questões que a novela vai acabar comentando, levanta muitas questões. Achei que a autora foi gênia de trazer para uma trama contemporânea", analisa.

Segundo Vívian, no entanto, não se trata de trazer acontecimentos reais para a ficção, mas de se inspirar em eventos reais.

"Não vamos ter nada especificamente com nome e data, porque pode ficar velho. Mas catástrofe acontece toda hora, a gente cita algumas coisas mas não data. Se for possível a gente vai fazer isso sim", explica.

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