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Marcos Mion explica razão de não levar um dos filhos em viagem de férias

Reprodução/Instagram/marcosmion
Marcos Mion com os filhos, Donatella e Stefano, e a mulher, Suzana Gullo Imagem: Reprodução/Instagram/marcosmion

Colaboração para o UOL

01/01/2018 10h35

Após o fim do "Legendários", programa da Record TV que comandou durante 8 anos, o apresentador Marcos Mion saiu de férias com a mulher, Suzana, e os filhos, Donatella e Stefano, e foram curtir a neve dos Estados Unidos. Nas fotos compartilhadas nas redes sociais, muitos estranharam a ausência de Romeo, primogênito do casal. No Instagram, Mion fez questão de explicar a razão do garoto não estar com eles.

"Como muita gente está estranhando a ausência do meu anjo Romeo nesta viagem, como prometi, vou falar um pouco sobre o dia a dia de uma família que concilia filhos dentro e fora do TEA - Transtornos do Espectro Autista.Durante muito tempo pensei que o que faria Romeo evoluir era tratá-lo como se não tivesse nenhuma limitação. Arrasta-lo para situações cotidianas que 'não tinha porque ele não gostar' e que o fariam ter um maior convívio social e ser mais aceito pela sociedade que, muitas vezes, não acha 'normal' um garotinho ter pânico para entrar numa festa. Aliás, isso é uma coisa que quero falar mais em outro post, o conceito e o uso errado da palavra 'normal'. Mas ,voltando, em algumas situações, funcionou, tivemos sucesso! Como por exemplo a festinha infantil que citei. Romeo, hoje, adora uma. Ele AMA se apresentar na escola, coisa que anos atrás gerava um panico que só quem convive com uma criança com autismo sabe como é", escreveu ele.

Em outro trecho, ele explicou que as várias novidades que uma viagem pode trazer não fazem bem para Romeo. "Porém, algumas coisas não mudam. Por exemplo, a falta de rotina. Isso tira ele do eixo. O deixa muito nervoso e desesperado. E uma viagem onde não consigo montar uma estrutura para ele é puro improviso, cheia de decisões tomadas na hora. “Vamos comer agora?”. “Vamos entrar nesta loja agora?”. Coisas, vamos lá para o fácil entendimento, consideradas “normais”, mas que para minha família são muito ANORMAIS! Nos vivemos na rotina! Nos respeitamos horários e o que está combinado a dias pelo bem estar do Romeo!Então numa viagem rápida ele encontra tudo que não gosta! E os pais de crianças com autismo TEM QUE SABER que não precisam se culpar! Que eles, assim como todas crianças, tem limites!! Gostam de algumas coisas e não gostam de outras! E cabe aos pais identificarem onde existe evolução e onde é mais saudável aceitar que não vai rolar", contou.

Por fim, fez questão de ressaltar como se importa com todos os filhos e que Romeo estava bem em família. "Não sou apenas pai do Romeo, tenho outras duas mini jacas que querem conhecer e ganhar o mundo! Sem rotina! E tenho que respeitar IGUALMENTE as necessidades deles. Pais que tem crianças dentro e fora do espectro: nao esqueçam disso! E Romeo? Ah, tá FELIZ DA VIDA no lugar q mais ama no mundo c os avós e pelo FaceTime c a gente toda hora! Felicidade SEMPRE", concluiu.

 

 

Como muita gente está estranhando a ausência do meu anjo Romeo nesta viagem, como prometi, vou falar um pouco sobre o dia a dia de uma família que concilia filhos dentro e fora do TEA - Transtornos do Espectro Autista. . . . Durante muito tempo pensei que o que faria Romeo evoluir era tratá-lo como se não tivesse nenhuma limitação. Arrasta-lo para situações cotidianas que “não tinha pq ele não gostar” e que o fariam ter um maior convívio social e ser mais aceito pela sociedade que, muitas vezes, não acha “normal” um garotinho ter panico para entrar numa festa. Aliás, isso é uma coisa que quero falar mais em outro post, o conceito e o uso errado da palavra “normal”. . . . Mas voltando, em algumas situações, funcionou, tivemos sucesso! Como por exemplo a festinha infantil que citei. Romeo, hoje, adora uma. Ele AMA se apresentar na escola, coisa que anos atrás gerava um panico que só quem convive com uma criança com autismo sabe como é. . . . Porém, algumas coisas não mudam. Por exemplo, a falta de rotina. Isso tira ele do eixo. O deixa muito nervoso e desesperado. E uma viagem onde não consigo montar uma estrutura para ele é puro improviso, cheia de decisões tomadas na hora. “Vamos comer agora?”. “Vamos entrar nesta loja agora?”. Coisas, vamos lá para o fácil entendimento, consideradas “normais”, mas que para minha família são muito ANORMAIS! Nos vivemos na rotina! Nos respeitamos horários e o que está combinado a dias pelo bem estar do Romeo! . Então numa viagem rápida ele encontra tudo que não gosta! E os pais de crianças com autismo TEM QUE SABER que não precisam se culpar! Que eles, assim como todas crianças, tem limites!! Gostam de algumas coisas e nao gostam de outras! E cabe aos pais identificarem onde existe evolução e onde é mais saudável aceitar que não vai rolar! . . . Não sou apenas pai do Romeo, tenho outras duas mini jacas que querem conhecer e ganhar o mundo! Sem rotina! E tenho que respeitar IGUALMENTE as necessidades deles. Pais que tem crianças dentro e fora do espectro: nao esqueçam disso! E Romeo? Ah, tá FELIZ DA VIDA no lugar q mais ama no mundo c os avós e pelo FaceTime c a gente toda hora! Felicidade SEMPRE! #FamilyFirst

Uma publicação compartilhada por Marcos Mion (@marcosmion) em

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