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"O público torce por romance entre eles", diz Fábio Lago sobre Nick e Odair

Divulgação
Fabio Lago caracterizado como Nick de "O Outro Lado do Paraíso" Imagem: Divulgação

Gisele Alquas

Do UOL, em São Paulo

12/01/2018 04h00

Ele já foi o perigoso traficante em "Tropa de Elite", um cangaceiro no filme “Entre Irmãs" e agora interpreta o irreverente Nicácio, o Nick, em “O Outro Lado do Paraíso”. Com nuances e trejeitos que divertem o público, é a primeira vez que Fábio Lago vive um gay na televisão, com direito a aplique no cabelo, unhas grandes e sobrancelha bem feita.

Na trama, Nick é apaixonado por Odair, interpretado por Felipe Titto, seu funcionário no salão de beleza. Apesar de Odair ser hétero, o ator diz que a torcida para que eles fiquem juntos é grande. “O público torce pelo romance dos dois, muito mais agora com a rivalidade com a lagartixa do Marcel (Andy Gerke)”, diz Lago, aos risos, em entrevista ao UOL.

A parceria com  Titto conquistou os telespectadores. O ator elogia o colega e diz que ele é uma das “gratas aquisições de amizades que o trabalho lhe proporciona”. “Além de um ser humano fantástico, tenho aprendido muito com ele a respeito desse modelo de ator/empreendedor atual. Em cena, Titto é muito generoso e está sempre pronto para o jogo”, afirma Lago, que tem recebido o apoio da comunidade LGBT. 

Para compor Nick, Fábio se inspirou na mãe, que foi cabeleireira, e em amigos gays. Ele cita, em meio a uma longa lista, que “roubou” os gritinhos eufóricos de seu primeiro diretor de teatro, Pedro Mattos.

“Minha mãe foi cabeleireira por muitos anos e tínhamos o ambiente de salão de beleza dentro de casa. Outra referência muito importante na composição física e estética de Nick é o cabeleireiro Carlinhos Beauty, de Brasília. O uso do leque foi inspirado em Wild Acre, um amigo querido que em certa ocasião entrou na igreja com um leque chamativo. A afetação e os gestos ficam por conta de Tuta, um amigo de infância que sofria muito bullying por causa do seu jeito extravagante e hoje é baiana de acarajé em Ilhéus. E por aí vai...”, conta ele, que demora cerca de uma hora e meia para a caracterização do personagem.

Reprodução/TV Globo
Nick (Fábio Lago) e Odair (Felipe Titto) no salão de beleza de "O Outro Lado do Paraíso" Imagem: Reprodução/TV Globo

Sobre o futuro de Nick, Lago espera que o cabeleireiro encontre um grande amor. Ele também não sabe os rumos que o personagem pode tomar, já que cogitou-se a hipótese de Nick se transformar em vilão.

"Em se tratando de uma novela do Walcyr Carrasco, a gente pode esperar qualquer coisa. O bacana de interpretar uma personagem complexa é que o jogo sempre pode mudar. Mas não acredito que Nick venha a se transformar num vilão. Suas transformações, penso eu, podem se aproximar mais de erros de conduta pessoal do que de um desvio sério de ética ou moral”, opina.

De traficante a cangaceiro

Do sertão pernambucano ao chão purpurinado do salão de “O Outro Lado do Paraíso”, Fábio Lago é um ator versátil que até confunde os telespectadores. Ficou conhecido por interpretar o traficante barra pesado Baiano, do filme “Tropa de Elite” (2007), e na semana passada estava no ar quase que simultaneamente na novela e em “Entre Irmãs” – filme de Breno Silveira que a Globo transformou em minissérie.

“Muitas pessoas ficaram perplexas ao ponto de não identificarem ou mesmo de não acreditarem que os dois personagens eram feitos pelo mesmo ator. São duas exibições muito contrastantes na sequência que oferecem ao espectador a dimensão do trabalho de criação, construção e interpretação do ator. Nick, uma personagem cômica, e Orelha, um personagem trágico, explicitam a versatilidade que busco nos papeis que interpreto. Esse reconhecimento para mim é o mais gratificante”, orgulha-se o ator.

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